Alan Turing tinha pensamento computacional? Reflexões sobre um campo em construção

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/tsc.v4i1.14482

Palavras-chave:

Ciência da computação, Pensamento algébrico, Ecnologias educacionais, Educação, TIC

Resumo

A expressão pensamento computacional, amplamente usada nos últimos anos, reaviva um antigo debate em torno da importância de trazer práticas da ciência da computação para a educação. A partir da análise de um conjunto de estudos e de currículos procuramos: (i) mostrar algumas relações entre “pensamento computacional” e “pensamento algébrico” e (ii) refletir sobre possíveis impactos educacionais, sociais e econômicos desse crescente movimento. Nosso objetivo é contribuir para uma discussão fundamentada sobre o tema, considerando que, no contexto atual, existem questões econômicas e geopolíticas que resultam em diferentes metas para a educação.

 

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Biografia do Autor

José Armando Valente, Universidade Estadual de Campinas

Doutor pelo Departamento de Engenharia Mecânica e Divisão para o Estudo e Pesquisa em Educação do Massachusetts Institute of Technology MIT. Livre Docente pelo Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas. Professor e Chefe do Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação do Instituto de Artes. Pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied) da Universidade Estadual de Campinas.

 

Fernanda Maria Pereira Freire, Universidade Estadual de Campinas

Pós-doutorado no Instituto de Computação (IC) pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Pesquisadora do Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Universidade Estadual de Campinas (NIED/UNICAMP).

Flavia Linhalis Arantes, Universidade Estadual de Campinas

Doutorado em Ciências da Computação e Matemática Computacional pela Universidade de São Paulo. Pesquisadora do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED) e  coordenadora do Núcleo pela Universidade Estadual de Campinas. Membro do Conselho Editorial da revista científica Tecnologias, Sociedade e Conhecimento (TSC).

João Vilhete Viegas d´Abreu, Universidade Estadual de Campinas

Doutorado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas. Pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada Educação à Educação (NIED) da Universidade Estadual de Campinas.

 

Tel Amiel, Universidade de Brasília

Pós-doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas e Universidade Estadual de Utah. Professor do Departamento de Métodos e Técnicas da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Coordenador do curso de Pedagogia a Distância (FE/UnB) e da Cátedra UNESCO em Educação a Distância (UnB). 

Maria Cecília Calani Baranauskas, Universidade Estadual de Campinas

Pós-doutoramento no Semiotics Special Interest Group (SSIG) na Staffordshire University (School of Computing) e no Applied Informatics with Semiotics (AIS) lab da University of Reading (Dept. of Computer Science), UK. Professora Titular da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Membro do Conselho Diretor do Instituto para Tecnologias da Informação em Educação (IITE) da UNESCO e Membro Honorário da Academia Brasileira de Tecnologias Educacionais (abte).

 

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Publicado

2017-12-20

Como Citar

VALENTE, J. A.; FREIRE, F. M. P.; ARANTES, F. L.; D´ABREU, J. V. V.; AMIEL, T.; BARANAUSKAS, M. C. C. Alan Turing tinha pensamento computacional? Reflexões sobre um campo em construção. Tecnologias, Sociedade e Conhecimento, Campinas, SP, v. 4, n. 1, p. 7–22, 2017. DOI: 10.20396/tsc.v4i1.14482. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tsc/article/view/14482. Acesso em: 18 maio. 2022.

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