Desigualdades de gênero no trabalho remunerado e no trabalho reprodutivo

uma análise para grandes regiões e estados brasileiros (2005-2015)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rbest.v3i00.14711

Palavras-chave:

Desigualdades, Gênero, Trabalho, Brasil

Resumo

No Brasil, os diferentes contextos econômicos, sociais, demográficos, climáticos e culturais influenciam nas desigualdades entre homens e mulheres relativas ao trabalho remunerado e ao trabalho reprodutivo (não remunerado). O objetivo deste estudo é fazer uma análise espacial (em nível regional e estadual) para verificar se houve redução dessas desigualdades entre 2005 e 2015 nos vários contextos socioeconômicos e demográficos. Os dados usados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE. As desigualdades de gênero na participação no mercado de trabalho são maiores nos estados mais pobres das regiões Norte e Nordeste. As desigualdades na remuneração média são maiores nos estados mais ricos do Sul e Sudeste, onde é maior a proporção de ocupações que exigem maior qualificação. Os diferenciais no tempo dedicado aos afazeres domésticos e ao trabalho remunerado reduziram em todos os estados, pois as mulheres diminuíram o tempo dedicado ao domicílio e aumentaram o tempo dedicado ao trabalho remunerado. Mas as desigualdades de gênero persistem elevadas, por motivos diferentes em cada contexto regional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Luana Junqueira Dias Myrrha, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Doutora em Demografia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora Doutora no departamento de demografia e ciências atuariais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Silvana Nunes de Queiroz, Universidade Regional do Cariri

Doutora em demografia pela Universidade Esyadual de Campinas. Professora do departamento de economia da Universidade Regional do Cariri (URCA). 

Járvis Campos, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Doutor em Demografia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professor Doutor no Departamento de demografia e ciências atuariais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Referências

Andrade, V. R. P. (2005). A soberania patriarcal: o sistema de justiça criminal no tratamento da violência sexual contra a mulher. Revista Seqüência, 26(50), 71–102. https://doi.org/10.5007/%25x

Andrade, T. (2016). Mulheres no mercado de trabalho: onde nasce a desigualdade? [Estudo Técnico, julho/2016], Consultoria Legislativa, Câmara dos Deputados, Distrito Federal. Disponível em: https://bd.camara.leg.br/bd/handle/bdcamara/29160

Abramo, L. (2005). Desigualdades e discriminação de gênero e raça no mercado de trabalho brasileiro e suas implicações para a formulação de uma política de emprego. In H. da Costa & M. da Conceição (Orgs.), Educação integral e sistema de reconhecimento e certificação educacional e profissional (vol.1, pp. 91-120). São Paulo: CUT.

Aparício, C. A. P., & Queiroz, S. N. de (2012). Mercado de trabalho pós-crise: comparação entre as regiões metropolitanas de São Paulo e Fortaleza (2009 e 2010). In I. T. Moreira & R. V. Oliveira (Orgs.). Cenários da crise e do trabalho no Brasil (vol. 1, pp. 157-187). João Pessoa: Editora Universitária da UFPB.

Araújo, T. B. de (2009). Desenvolvimento regional no Brasil. In C. Furtado et al., O pensamento de Celso Furtado e o Nordeste hoje (pp. 33-44). Rio de Janeiro: Contraponto; Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento; Banco do Nordeste do Brasil.

Bilac, E. D. (2014). Trabalho e família: articulações possíveis. Tempo Social, 26(1), 129–145. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ts/a/6Y8y3TwKqbg4dKHfGfPkXTB/?format=pdf&lang=pt

Bruschini, M. C. A. (2007). Trabalho e gênero no Brasil nos últimos dez anos. Cadernos de Pesquisa, 37(132), 537–572. https://doi.org/10.1590/S0100-15742007000300003

Cano, W., & Guimarães Neto, L. (1986). A questão regional no Brasil: traços gerais e sua evolução histórica. Revista de Economia Política, 10, 167–184.

Daniel, C. (2011). O trabalho e a questão de gênero: a participação de mulheres no mercado de trabalho. O Social em Questão, 14(25/26), 323–344. Disponível em: http://osocialemquestao.ser.puc-rio.br/media/17_OSQ_25_26_Daniel.pdf

Dedecca, C. S. (2008). Regimes de trabalho, uso do tempo e desigualdade entre homens e mulheres. In A. de O. Costa, B. Sorj, C. Bruschini, & H. Hirata (Orgs.), Mercado de trabalho e gênero: Comparações internacionais (vol. 1, pp. 279-298). Rio de Janeiro: Editora FGV.

Delphy, C. (2013). L’ennemi principal. Tome 1: Économie politique du patriarcat. 3rd ed. Paris: Éditions Syllepse.

Hirata, H. (2015). Mudanças e permanências nas desigualdades de gênero: divisão sexual do trabalho numa perspectiva comparativa. [Análise, n. 7/2015], Friedrich Ebert Stiftung (FES) Brasil, São Paulo. Disponível em: https://library.fes.de/pdf-files/bueros/brasilien/12133.pdf

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2005). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD: 2005. Rio de Janeiro, RJ: IBGE.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2015). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD: 2015. Rio de Janeiro, RJ: IBGE.

Jesus, J. C. de (2018). Trabalho doméstico não remunerado no Brasil: Uma análise de produção, consumo e transferência. (Tese de Doutorado em Demografia). Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Faculdade de Ciências Econômicas, Universidade Federal de Minas Gerais. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/handle/1843/FACE-B27PW9

Kergoat, D. (2003). Divisão sexual do trabalho e relações sociais de sexo. In M. Teixeira, M. Emílio, M. Nobre, & T. Godinho (Orgs.), Trabalho e cidadania ativa para as mulheres: desafios para as políticas públicas (pp. 55-64). São Paulo: Coordenadoria Especial da Mulher da Prefeitura Municipal de São Paulo.

Lameirão, A. P. (2011). Mercado de trabalho, desigualdade social e de gênero. Anais do Seminário Nacional da Pós-Graduação em Ciências Sociais, UFES, 1(1). Disponível em: https://periodicos.ufes.br/snpgcs/article/view/1630

Lopes, K. S., Myrrha, L. J. D., & Queiroz, S. N. (2019, novembro). Diferenciais de gênero na composição da renda no Seridó Potiguar. Anais do Encontro Nacional sobre População, Trabalho, Gênero e Políticas Públicas, ABEP, Campinas.

Marri, I. G. (2009). Reforma da Previdência Social: simulações e impactos sobre os diferenciais de gênero, 2009. (Tese de Doutorado em Demografia). Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional, Faculdade de Ciências Econômicas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. Disponível em: https://www.cedeplar.ufmg.br/publicacoes/teses-e-dissertacoes/teses-demografia/category/130-2009?download=897:izabel-guimaraes-marri

Medeiros, M., & Pinheiro, L. S. (2018). Desigualdades de gênero em tempo de trabalho pago e não pago no Brasil, 2013. Sociedade e Estado, 33(1), 161–187. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/sociedade/article/view/18356

Neves, M. de A., & Pedrosa, C. M. (2007). Gênero, flexibilidade e precarização: o trabalho a domicílio na indústria de confecções. Sociedade e Estado, 22(1), p. 11–34. https://doi.org/10.1590/S0102-69922007000100002

Oliveira, A. M. H. C. (2003). A segregação ocupacional por gênero e seus efeitos sobre os salários no Brasil. In S. Wajnman, & A. F. Machado (Orgs.), Mercado de trabalho: uma análise a partir das pesquisas domiciliares no Brasil (pp. 121-149). Belo Horizonte: Editora UFMG.

Organização Internacional do Trabalho (OIT). (2018). Perspectivas sociales y del empleo en el mundo: Avance global sobre las tendencias del empleo feminino. Ginebra: Oficina Internacional del Trabajo. Disponível em: https://www.ilo.org/global/research/global-reports/weso/trends-for-women2018/WCMS_619603/lang--es/index.htm

Rodríguez, M., & García, B. (2020). Un modelo espacial de desigualdad de género sobre trabajo no remunerado en México. Realidad, Datos y Espacio – Revista Internacional de Estadística y Geografía, 11(1), 68–85. Disponível em: https://rde.inegi.org.mx/wp-content/uploads/2020/02/RDE30.pdf http://www.alapop.org/Congreso2018/PDF/00317.pdf

Saffioti, H. (1969/2013). A mulher na sociedade de classes: Mito e realidade. (3a ed.). São Paulo: Expressão Popular.

Teixeira, M. O. (2014). Formalização do emprego e permanência das desigualdades de gênero. [Análise, dez.2014], Friedrich Ebert Stiftung (FES) Brasil, São Paulo. Disponível em: http://library.fes.de/pdf-files/bueros/brasilien/11198.pdf

Wajnman, S. (2006). Mulheres na sociedade e no mercado de trabalho brasileiro: avanços e entraves. In M. Porto (Org.), Olhares femininos, mulheres brasileiras (pp. 77-108). Rio de Janeiro: X Brasil.

Downloads

Publicado

2021-07-14

Como Citar

Myrrha, L. J. D., Queiroz, S. N. de ., & Campos, J. (2021). Desigualdades de gênero no trabalho remunerado e no trabalho reprodutivo: uma análise para grandes regiões e estados brasileiros (2005-2015). RBEST Revista Brasileira De Economia Social E Do Trabalho, 3(00), e021004. https://doi.org/10.20396/rbest.v3i00.14711