Banner Portal
Entrevista com Mariana Chaguri (IFCH/UNICAMP)
PDF

Palavras-chave

Mariana Chaguri
Mulheres intérpretes do Brasil
Pensamento social brasileiro

Como Citar

ARBOLEYA, Arilda; GALETTI, Camila Carolina Hildebrand; GUEBERT, Caroline Aparecida; FRANCO, Emilly Gabriela Menezes; COSTA, Hilton. Entrevista com Mariana Chaguri (IFCH/UNICAMP): lugares, singularidades e possibilidades das mulheres intérpretes do Brasil. Tematicas, Campinas, SP, v. 30, n. 59, p. 229–260, 2022. DOI: 10.20396/tematicas.v30i59.16107. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/16107. Acesso em: 14 jul. 2024.

Resumo

O tempo sócio-histórico mais recente empunhou, pela força da ação e protagonismo de alguns grupos, o debate sobre a diferença e sobre as desigualdades rotineiramente estruturadas a partir dela. Nesse mesmo movimento, impôs também ao campo intelectual pensar-se criticamente, reflexionando sobre o lugar da diferença e sobre desigualdades reiteradas e naturalizadas internamente. Assim, se os arranjos de poder que organizam a vida social ampla a partir da normalização de formas de pensamento, como o patriarcalismo e o racismo, foram também acriticamente fluentes por muito tempo na organização da arena intelectual, em ambos os casos tais arranjos organizados não se fizeram isentos de disputas e tensionamentos. Ascende, então, no meio intelectual, pari passu ao enfrentamento promovido por grupos negros e feministas, a necessidade de pensar a diferença no espaço da produção acadêmica. Ao passo em que a ampla maioria dos livros que inventariam as “grandes obras” de interpretação nacional, os “grandes ensaios” elucidadores do Brasil, elencam quase que exclusivamente figuras masculinas, impõe-se indagar: onde estavam as intelectuais brasileiras, cuja massiva presença nas cadeiras das ciências humanas sempre foi marcante no século XX? Do que se ocupavam? Elas não produziram “interpretações nacionais” ou essa ausência no elenco rotineiro de intérpretes do Brasil expressa um apagamento ou um sublugar atribuído a suas produções e suas formas de explicar? Afinal, quais os lugares e possibilidades de alcançarmos a interpretação nacional produzida por mulheres? Tais problematizações são aprofundadas nesta entrevista com a professora Mariana Miggiolaro Chaguri (IFCH/UNICAMP).

https://doi.org/10.20396/tematicas.v30i59.16107
PDF

Referências

CONNELL, Raewyn. Why is classical theory classical? American Journal of Sociology, v. 102, n. 6, p. 1511-1557, 1997.

HARDING, Sandra. A instabilidade das categorias analíticas na teoria feminista. Estudos Feministas, n.1, p. 7-31, 1993. Disponível em: http://www.legh.cfh.ufsc.br/files/2015/08/sandra-harding.pdf. Acesso em: 30 ago. 2021.

MORETTI, Franco. The slaughterhouse of literature. MLQ: Modern Language Quarterly, v. 61, n. 1, p. 207-227, 2000.

PIRES, Bárbara Luísa Fernandes. O tecido das contradições e a trama das equivalências: gênero, arte e sociedade no ensaísmo de Gilda de Mello e Souza. Dissertação (mestrado) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas/SP, 2019. Disponível em: http://bdtd.ibict.br/vufind/Record/CAMP_173dd1fc76b85b920531a70633287c92. Acesso em: 16 fev. 2022.

TRESOLDI, Maria Caroline Marmerolli. Crítica cultural como “esporte de combate”: notas sobre o ensaísmo de Roberto Schwarz e de Beatriz Sarlo. Dissertação (mestrado) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas/SP, 2019. Disponível em: http://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1090289?guid=1645643316739&returnUrl=%2fresultado%2flistar%3fguid%3d1645643316739%26quantidadePaginas%3d1%26codigoRegistro%3d1090289%231090289&i=1. Acesso em: 16 fev. 2022.

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.

Copyright (c) 2022 Arilda Arboleya, Camila Carolina Hildebrand Galetti, Caroline Aparecida Guebert, Emilly Gabriela Menezes Franco, Hilton Costa

Downloads

Não há dados estatísticos.