Entrevista com Mariana Chaguri (IFCH/UNICAMP)

lugares, singularidades e possibilidades das mulheres intérpretes do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/tematicas.v30i59.16107

Palavras-chave:

Mariana Chaguri, Mulheres intérpretes do Brasil, Pensamento social brasileiro

Resumo

O tempo sócio-histórico mais recente empunhou, pela força da ação e protagonismo de alguns grupos, o debate sobre a diferença e sobre as desigualdades rotineiramente estruturadas a partir dela. Nesse mesmo movimento, impôs também ao campo intelectual pensar-se criticamente, reflexionando sobre o lugar da diferença e sobre desigualdades reiteradas e naturalizadas internamente. Assim, se os arranjos de poder que organizam a vida social ampla a partir da normalização de formas de pensamento, como o patriarcalismo e o racismo, foram também acriticamente fluentes por muito tempo na organização da arena intelectual, em ambos os casos tais arranjos organizados não se fizeram isentos de disputas e tensionamentos. Ascende, então, no meio intelectual, pari passu ao enfrentamento promovido por grupos negros e feministas, a necessidade de pensar a diferença no espaço da produção acadêmica. Ao passo em que a ampla maioria dos livros que inventariam as “grandes obras” de interpretação nacional, os “grandes ensaios” elucidadores do Brasil, elencam quase que exclusivamente figuras masculinas, impõe-se indagar: onde estavam as intelectuais brasileiras, cuja massiva presença nas cadeiras das ciências humanas sempre foi marcante no século XX? Do que se ocupavam? Elas não produziram “interpretações nacionais” ou essa ausência no elenco rotineiro de intérpretes do Brasil expressa um apagamento ou um sublugar atribuído a suas produções e suas formas de explicar? Afinal, quais os lugares e possibilidades de alcançarmos a interpretação nacional produzida por mulheres? Tais problematizações são aprofundadas nesta entrevista com a professora Mariana Miggiolaro Chaguri (IFCH/UNICAMP).

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Biografia do Autor

Arilda Arboleya, Universidade Federal do Paraná

Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná. Pesquisadora da área de Pensamento Social Brasileiro.

Camila Carolina Hildebrand Galetti, Universidade de Brasília

Doutoranda em Sociologia pela Universidade de Brasília. Pesquisadora da área de Sociologia Política, Teorias Feministas e Neoliberalismo.

Caroline Aparecida Guebert, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutoranda em História pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pesquisadora da área de história intelectual e história social da cultura.

Emilly Gabriela Menezes Franco, Universidade Estadual de Maringá

Mestranda em Ciências Sociais em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá. Pesquisadora da área de pensamento social brasileiro e gênero.

Hilton Costa, Universidade Estadual de Maringá

Doutor em História pela Universidade Federal do Paraná. `Pesquisador da área de pensamento social brasileiro, Brasil Imperial e relações raciais. Professor da Universidade Estadual de Maringá.

 

Referências

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Publicado

2022-06-10

Como Citar

ARBOLEYA, A.; GALETTI, C. C. H.; GUEBERT, C. A.; FRANCO, E. G. M. .; COSTA, H. Entrevista com Mariana Chaguri (IFCH/UNICAMP): lugares, singularidades e possibilidades das mulheres intérpretes do Brasil. Tematicas, Campinas, SP, v. 30, n. 59, p. 229–260, 2022. DOI: 10.20396/tematicas.v30i59.16107. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/16107. Acesso em: 5 dez. 2022.

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