Tematicas https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas <p><strong>Escopo</strong>: A revista Temáticas é uma publicação semestral do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, editada desde 1993 por pós-graduandos em Ciências Sociais de diferentes departamentos do IFCH/UNICAMP. Trata-se de um periódico interdisciplinar, voltado para publicações nas áreas de ciências sociais, sociologia, antropologia, ciência política, demografia, economia, letras etc. A Temáticas procura promover o intercâmbio e a circulação de ideias entre pós-graduandos, professores e pesquisadores no âmbito nacional e internacional, com a publicação de artigos inéditos e de reconhecido mérito acadêmico-científico.<br /><strong>Qualis</strong>: B3<br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 1993<br /><strong>e-ISSN</strong>: 2595-315X<br /><strong>Título abreviado</strong>: Temat.<br /><strong>Email</strong>: <a href="mailto:tmaticas@unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">tmaticas@unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a href="https://www.ifch.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener">IFCH/UNICAMP</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><a title="CC BY NC SA" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> Universidade Estadual de Campinas pt-BR Tematicas 2595-315X <p>A <em>Temáticas</em> utiliza a licença do <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons (CC)</a>, preservando a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto. Os autores que publicam nesta revista concordam em manter os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação.</p> Mulheres intérpretes do Brasil https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/16189 <p>Ao longo do curso do desenvolvimento sócio-histórico e acadêmico nacional, as intelectuais brasileiras produziram diversos trabalhos de interpretação do Brasil que, pela rotina de apagamentos e invisibilizações propiciadas e naturalizadas pela engenharia patriarcal, foram marginalizados na construção dos cânones do Pensamento Social. Este Dossiê “Mulheres intérpretes do Brasil” se propõe a discutir alguns desses modais que não lograram consagração na disputa da narrativa explicadora da nação de suas épocas, ponderando acerca de seus temas e recortes, de suas formas e estratégias, de suas singularidades, barreiras e potencialidades.</p> Arilda Arboleya Camila Carolina Hildebrand Galetti Caroline Aparecida Guebert Emilly Gabriela Menezes Franco Hilton Costa Copyright (c) 2022 Arilda Arboleya, Camila Carolina Hildebrand Galetti, Caroline Aparecida Guebert, Emilly Gabriela Menezes Franco, Hilton Costa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 10 21 10.20396/tematicas.v30i59.16189 Entrevista com Mariana Chaguri (IFCH/UNICAMP) https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/16107 <p>O tempo sócio-histórico mais recente empunhou, pela força da ação e protagonismo de alguns grupos, o debate sobre a diferença e sobre as desigualdades rotineiramente estruturadas a partir dela. Nesse mesmo movimento, impôs também ao campo intelectual pensar-se criticamente, reflexionando sobre o lugar da diferença e sobre desigualdades reiteradas e naturalizadas internamente. Assim, se os arranjos de poder que organizam a vida social ampla a partir da normalização de formas de pensamento, como o patriarcalismo e o racismo, foram também acriticamente fluentes por muito tempo na organização da arena intelectual, em ambos os casos tais arranjos organizados não se fizeram isentos de disputas e tensionamentos. Ascende, então, no meio intelectual, <em>pari passu</em> ao enfrentamento promovido por grupos negros e feministas, a necessidade de pensar a diferença no espaço da produção acadêmica. Ao passo em que a ampla maioria dos livros que inventariam as “grandes obras” de interpretação nacional, os “grandes ensaios” elucidadores do Brasil, elencam quase que exclusivamente figuras masculinas, impõe-se indagar: onde estavam as intelectuais brasileiras, cuja massiva presença nas cadeiras das ciências humanas sempre foi marcante no século XX? Do que se ocupavam? Elas não produziram “interpretações nacionais” ou essa ausência no elenco rotineiro de intérpretes do Brasil expressa um apagamento ou um sublugar atribuído a suas produções e suas formas de explicar? Afinal, quais os lugares e possibilidades de alcançarmos a interpretação nacional produzida por mulheres? Tais problematizações são aprofundadas nesta entrevista com a professora Mariana Miggiolaro Chaguri (IFCH/UNICAMP).</p> Arilda Arboleya Camila Carolina Hildebrand Galetti Caroline Aparecida Guebert Emilly Gabriela Menezes Franco Hilton Costa Copyright (c) 2022 Arilda Arboleya, Camila Carolina Hildebrand Galetti, Caroline Aparecida Guebert, Emilly Gabriela Menezes Franco, Hilton Costa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 229 260 10.20396/tematicas.v30i59.16107 Ignez Sabino https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/15915 <p>A escritora baiana Maria Ignez Sabino Pinho Maia (1853-1911) dedicou-se ao estudo de trajetórias de mulheres brasileiras célebres em sua obra <em>Mulheres Ilustres do Brasil</em> (1899). Lançamos mão de sua produção literária e jornalística para explorar a hipótese interpretativa de uma proposta de historiografia feminista atrelada ao projeto literário de Ignez Sabino. Para tanto, utilizaremos romances, poemas, contos, artigos e perfis biográficos publicados pela escritora na imprensa nacional e portuguesa, a fim de: 1) apresentar ao público leitor um panorama da extensa obra de Sabino e 2) mostrar como ela se articula à interpretação da escritora sobre a história do Brasil e o papel das mulheres na construção da política, da cultura e da sociedade brasileira, sobretudo no contexto de transição entre a Monarquia e a República, momento decisivo de reivindicação de direitos para as mulheres e embates travados pelo feminismo na imprensa nacional. </p> Laila Correa e Silva Copyright (c) 2022 Laila Correa e Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 22 56 10.20396/tematicas.v30i59.15915 Entre o mito e a memória https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/15910 <p>No transcurso do século XX, Gilberto Freyre desenvolveu projetos políticos e teóricos que o alçaram à posição de um dos mais importantes intérpretes do Brasil. Seus argumentos, no entanto, já foram amplamente contestados. O mito da democracia racial, articulado sociologicamente por ele, foi transfigurado em ideologia nacional e precisou ser denunciado tanto por pesquisadores quanto por militantes. O ressurgimento do movimento negro, no final da década de 1970, é fortemente alinhado a essa denúncia. Figura incontornável nesse contexto, Lélia Gonzalez articulou a interseccionalidade de suas experiências na produção de um estudo pioneiro e revolucionário sobre o Brasil, contraposto, em grande parte, às falácias freyreanas. O objetivo deste artigo, então, é delinear os atravessamentos históricos, políticos e teóricos entre o autor e a autora a fim de aprofundar a compreensão de ambos e, sobretudo, mostrar uma visão contrária ao modelo lusotropical. Intérprete do <em>Brasil Ladino-Amefricano</em>, Lélia Gonzalez, com sua vida e obra, desmantelou o mito e nos restituiu a memória. </p> Anita Maria Pequeno Soares Copyright (c) 2022 Anita Maria Pequeno https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 57 91 10.20396/tematicas.v30i59.15910 Uma interpretação latino-americana do Brasil https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/15655 <p>O presente estudo busca refletir sobre a vida e obra de Vânia Bambirra, uma das maiores intérpretes do Brasil. Conciliando vasta produção teórica com ativa militância política, Bambirra fez parte da chamada Teoria Marxista da Dependência (TMD), junto com Ruy Mauro Marini e Theotônio dos Santos. Articulando a realidade brasileira com a latino-americana, ela reuniu qualidades típicas de uma intelectual orgânica, como: debate sobre temas candentes de sua época, profundidade na abordagem dos temas, atuação política de viés socialista e o gosto pela frutífera polêmica. Tudo isso foi possível realizar num ambiente dominado, hegemonicamente, por homens. E é reconhecendo a representatividade feminina de Bambirra que viso analisar seu papel na TMD, com base em dois tópicos específicos: a) sua interpretação sobre o desenvolvimento capitalista dependente, através das tipologias da dependência; b) sua interpretação sobre a revolução burguesa no Brasil, através do conceito de intergração monopólica mundial.</p> Itamá Winicius do Nascimento Silva Copyright (c) 2022 Itamá Winicius do Nascimento Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 92 113 10.20396/tematicas.v30i59.15655 Causas da repetência escolar https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/16088 <p>A tese da educadora Pórcia Guimarães Alves é objeto deste artigo, no qual se busca compreender a confecção da pesquisa, seus vínculos com o INEP, bem como suas correlações com a agenda educacional à época. A tese debruçou-se sobre a reprovação escolar no ensino primário curitibano, tomando-a enquanto uma consequência de fatores administrativos, metodológicos, psicológicos, sociais e biológicos. Sua abordagem ao problema foi inovadora e expressou os vínculos da educadora com Anísio Teixeira, além de seu posicionamento relativamente à discussão sobre a aprovação automática dos estudantes. Ao longo do trabalho, Alves rejeitou a explicação corrente sobre a reprovação dever-se às capacidades intelectuais discente e construiu um argumento que, ao sublinhar as condições precarizadas do sistema escolar municipal, enfocou a repetência como efeito de uma justaposição de causas. Ao final da tese, Alves elaborou um experimento de ensino no Centro Educacional Guaíra, no qual examinou a quebra da seriação escolar e seu impacto na aprovação discente, situando a última enquanto condição para a implementação da aprovação automática.</p> Patrícia dos Santos Dotti do Prado Copyright (c) 2022 Patrícia dos Santos Dotti do Prado https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 114 143 10.20396/tematicas.v30i59.16088 Rachel de Queiroz, egrégia escritora, na aridez do solo textual sertanejo https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/15894 <p>Este trabalho versa sobre a exímia escritora da literatura brasileira, Rachel de Queiroz e a crítica literária relativa a ela e ao romance <em>O Quinze</em>, publicado na década de 30, evidenciando a seca de 1915. Na obra literária, destaca-se a seguinte conjuntura: a seca, fenômeno natural; e, as consequências desse, tanto para o Vaqueiro Chico Bento e sua família como para Vicente e Conceição, moça culta da capital. A narrativa <em>O Quinze</em> destacou a autora na literatura brasileira, dado que ela foi a primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Letras (ABL), com isso, objetivamos analisar alguns pontos da crítica no que tange à obra, expressando o mérito desta e da escritora na literatura brasileira. Para isso, utiliza-se como abordagem, a pesquisa qualitativa; quanto à técnica, a bibliográfica. Para fundamentar este estudo, perscrutamos os teóricos: Monteiro (1977), Filho (1977), Moisés (1975), Cândido (2006), dentre outros.</p> Josefa Lieuza Leite Maria Edileuza da Costa Copyright (c) 2022 Josefa Lieuza Leite, Maria Edileuza da Costa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 144 164 10.20396/tematicas.v30i59.15894 Uma narrativa do Brasil nas memórias e temporalidades das experiências negras no "Diário de Bitita" (1986) https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/15885 <p>O presente artigo traz uma reflexão crítica das memórias e temporalidades das experiências negras brasileiras que se apresentam na obra <em>Diário de Bitita</em>, publicação póstuma em 1986 da escritora Carolina Maria de Jesus [1914-1977]. Buscamos explorar os contextos de sujeição e resistência presentes na obra que possibilitam discutir, por um lado, a temporalidade e as maneiras de contar sobre si e sobre o mundo que não se encerra em narrativas de dor e sofrimento e, por outro lado, o conjunto de memórias do cotidiano que é capaz de conceber uma narrativa sobre/do Brasil. A articulação temporal do passado escravocrata às experiências de opressão e desigualdades sociais e raciais encenadas em <em>Diário de Bitita</em>, elaboram uma narrativa que tensiona imaginários nacionais hegemônicos, entre eles a ideia de democracia racial. Ademais, a denúncia e crítica social constitutiva da obra é pavimentada por um estilo estético e poético composto de ironias, lembranças, sonhos e desejos. </p> Amanda Moura Souto Matheus Silva Freitas Copyright (c) 2022 Amanda Moura Souto, Matheus Silva Freitas https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 165 192 10.20396/tematicas.v30i59.15885 “O Brasil não reconhece os Brasis” https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/16074 <p>A partir de elementos e passagens da obra de Graça Graúna, pensadora indígena Potiguara, este artigo discute a importante contribuição da literatura indígena contemporânea na renovação da teoria social a respeito do Brasil e seu povo, tensionando a sociologia brasileira hegemônica na nossa representação de sociedade nacional, com destaque para a superação da invisibilização étnica atravessada pelo desejo de emancipação social em perspectiva pluricultural. Com base no estudo da questão indígena e do indianismo na literatura brasileira, desde as crônicas dos viajantes e missionários do período colonial até a atualidade, bem como na leitura da própria autora sobre esses cânones, é mostrado como os povos originários foram sendo convertidos, excluídos, tornados cativos, associados a perdedores e subespécies. Ou seja, apagados da condição de sujeitos e de suas realidades socioculturais pelos esforços empreendidos pela intelligentsia brasileira no sentido de propagar ideias sobre o povo brasileiro e sua identidade enquanto nação eurocentrada. Por fim, são apontadas a interpretação de Graça Graúna sobre educação e direitos humanos, sua atuação contra a tese do “Marco Temporal” e a favor da sororidade entre as parentes indígenas. Espera-se, com essas reflexões e análises, jogar luz sobre projetos literários alinhados às cosmologias, auto-histórias e saberes indígenas na produção de um pensamento social de perspectiva decolonial e sensibilidade feminista, na construção de novo(s) projeto(s) coletivo(s) utópico(s) para o país.</p> Nanah Sanches Vieira Tânia Mara Campos de Almeida Vitor Coelho Camargo de Melo Copyright (c) 2022 Nanah Sanches Vieira, Tânia Mara Campos de Almeida, Vitor Coelho Camargo de Melo https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 193 228 10.20396/tematicas.v30i59.16074 O ciclo da pandemia e o trabalho de editoração científica https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/16203 <p>Durante esses anos da pandemia da covid-19, apesar de todas as dificuldades que enfrentamos na vida acadêmica em geral e no trabalho de editoração científica em particular, conseguimos continuar publicando a revista Temáticas regularmente, afirmando nosso compromisso assumido na primeira carta editorial escrita durante este duro período, de buscar contribuir com a circulação do conhecimento científico engajado e de qualidade produzido por jovens pesquisadores/as brasileiros/as e latinoamericanos/as (cf. SACRAMENTO et al., 2020).</p> Maria Caroline Marmerolli Tresoldi Camila Teixeira Lima Fernanda Folster de Paula Adriana Cattai Pismel Jonatan Sacramento Kelly Cristina de Moraes Camargo Copyright (c) 2022 Maria Caroline Marmerolli Tresoldi, Camila Teixeira Lima, Fernanda Folster de Paula, Adriana Cattai Pismel, Jonatan Sacramento, Kelly Cristina de Moraes Camargo https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 6 9 10.20396/tematicas.v30i59.16203 Cativeiro estrutural na era da covid-19 https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/15831 <p>O presente artigo apresenta uma breve reflexão sobre a mulher negra, trabalhadora e doméstica no Brasil, em meio a pandemia do novo coronavírus. Analisamos esta situação por meio de dois exemplos atuais, tendo como fio condutor as obras da autora Carolina Maria de Jesus. Para desenvolver a análise, utilizamos reportagens jornalísticas e uma entrevista individual, com o intuito de traçarmos um paralelo entre dois estudos de caso: um trabalho doméstico realizado em condições análogas à escravidão X um trabalho doméstico “legalizado”, ambos balizados por uma estrutura de desigualdade social que nos permitiu concluir que cativeiro, enquanto entendido como um fenômeno social, possui raízes bem mais profundas e de caráter multifacetado.</p> Luciana Costa Normandia Copyright (c) 2022 Luciana Costa Normandia https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 261 281 10.20396/tematicas.v30i59.15831 O marginal como sujeito histórico https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/15923 <p>O presente trabalho tem como objetivo apresentar o Marginal como sujeito histórico. Para tanto, trago o pensamento da escritora Carolina Maria de Jesus e seu livro <em>Quarto de Despejo</em>: diário de uma favelada, como uma das fontes para o presente estudo, de forma a historicizar os espaços praticados na cidade de São Paulo, que àquela altura vivia uma intensa dinamização na estrutura de sua paisagem urbana, o que resultou no afastamento de muitas pessoas para as bordas dessa megalópole. Nesse caso, os sujeitos “indesejados” foram empurrados para as margens do rio Tietê, formando assim a primeira favela da região: o Canindé. Como aporte teórico-metodológico para este estudo de caso, utilizei tanto algumas obras correlatas a essa temática, como os jornais da época, que também são fontes históricas de primeira grandeza.</p> Edinei Pereira da Silva Copyright (c) 2022 Edinei Pereira da Silva https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 282 311 10.20396/tematicas.v30i59.15923 Sociologia das revoluções catártico-messiânicas https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/16047 <p>Interessa ressaltar na teoria social e na teoria antropológica os autores que contribuíram para o estudo das revoluções. A intenção é traçar um contraponto entre as teorias nascidas no Ocidente e as teorias que tiveram lugar nos países periféricos ao capitalismo, como o Brasil, a fim de que se distinga o reformismo ocidental do comunismo-igualitário de base indígena e africano, cuja a base social são os movimentos messiânicos.</p> Dora Vianna Vasconcellos Copyright (c) 2022 Dora Vianna Vasconcellos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 312 336 10.20396/tematicas.v30i59.16047 Ressocialização e reintegração https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/15950 <p>O presente trabalho busca apresentar e problematizar a ideia de ressocialização e reintegração a partir de um debate conceitual. Para isso, passa pela sua presença, como pano de fundo, nas políticas para o sistema prisional brasileiro até sua problematização sociológica. Atesta que enquanto outros países apontam para um declínio no ideal reabilitador juntamente ao crescimento exponencial da população encarcerada, no Brasil, apesar de seu caráter punitivo e das altas taxas de encarceramento, esse discurso é relativamente novo e ascendente. O percurso metodológico conta com revisão bibliográfica sobre a literatura relacionada ao tema e revisão de normativas legais em sites oficiais a partir de uma abordagem qualitativa. Com isso, questiona a forma como a população prisional é concebida, assim como a entrada de certos direitos e benefícios nos cárceres brasileiros e as justificativas para a existência e permanência histórica das prisões que, ainda que indiretamente, contribui para a legitimação da própria instituição.</p> Maiara Corrêa Copyright (c) 2022 Maiara Corrêa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-06-10 2022-06-10 30 59 337 362 10.20396/tematicas.v30i59.15950