A construção social acerca da banalidade do mal em Hannah Arendt

Autores

  • Vinicius Oliveira Seabra Guimarães Universidade Católica de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.20396/tematicas.v27i54.12338

Palavras-chave:

Hannah Arendt, Mal, Banalidade

Resumo

Esse artigo se propõe a analisar o conceito de ‘banalidade do mal’, como concebe a filósofa alemã de origem judaica, Hannah Arendt (1906-1975), especialmente a partir do julgamento de Adolf Eichmann, em 1961, em Jerusalém. Contudo, faz-se necessário registrar que a proposta aqui não é de caráter jurídico ou técnico acerca dos processos legais da condenação de Adolf Eichmann, pois isso requer outra abordagem teórica. Então, a proposta desse texto é compreender a noção filosófica e social da maldade como parte estrutural da sociedade moderna. Para tanto, na perspectiva arendtiana, entende-se que não há de um lado o mal e do outro lado o bem, de forma dicotomizada e dualística, pelo contrário, o percurso teórico-metodológico proposto por Hannah Arendt visa à compreensão do mal a partir dos bons, dos comuns, dos normais, sendo esses os agentes sociais quem mantém a lógica estrutural da ‘banalidade do mal’ no contexto da modernidade

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Biografia do Autor

Vinicius Oliveira Seabra Guimarães, Universidade Católica de Goiás

Doutorado em andamento em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Referências

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Publicado

2019-12-04

Como Citar

GUIMARÃES, V. O. S. A construção social acerca da banalidade do mal em Hannah Arendt. Tematicas, Campinas, SP, v. 27, n. 54, p. 59–72, 2019. DOI: 10.20396/tematicas.v27i54.12338. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/12338. Acesso em: 7 dez. 2022.