Pensar e existir, em tempos de resistir

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20888/ridpher.v7i00.16016

Palavras-chave:

Resenha, Universidade, Formação de professores de história

Resumo

O grande historiador Michel de Certeau apontava que o exercício da escrita da História seria uma forma de se lidar com a alteridade, de um “outro” ausente, que nos escapou e se perdeu, de modo que em cada relato histórico se estabelece uma espécie de “jogo da vida com a morte” (CERTEAU, 2002, p. 57). Lacunas, apagamentos e esquecimentos certamente são questões que envolvem a prática historiadora, mas, talvez, no caso dos estudos históricos dedicados à região amazônica e às suas populações, essas ausências sejam ainda mais constantes, em função de uma tradição historiográfica comprometida com projetos políticos e sociais que, na maior parte do tempo, buscou construir uma história nacional identificada com as sociedades europeias, anulando o protagonismo dos sujeitos históricos regionais.

Diante disso, o livro “Reflexões e existência: universidade pública e a formação de professores de história no interior da Amazônia”, organizado pelos professores André Dioney Fonseca e Lorena Lopes da Costa, e publicado eletronicamente pela Navegando Publicações em 2021, é um esforço coletivo na contramão dos apagamentos e silenciamentos, ao registrar as experiências, dificuldades e desafios enfrentados por docentes e estudantes do curso de História da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

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Biografia do Autor

Daniela Molina, Universidade de São Paulo, Faculdade de Educação, Brasil

Cursando pós-graduação (Doutorado) pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Possui pós-graduação (Mestrado) pela mesma instituição (2014). Possui pós-graduação (lato sensu) em Ética, Valores e Cidadania na escola pela USP/Univesp (2012). Possui pós-graduação (lato sensu) em História, sociedade e cultura pela PUC/Cogeae (2006). Formada em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (1997). Atualmente é professora de história do Colégio Bandeirantes. Participo do grupo de estudos GPLIMES (Grupo de Pesquisa Linguagem, Memória e Subjetividade), da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Fonte: Plataforma Lattes.

Referências

CALVINO, Ítalo. As Cidades Invisíveis. Rio de Janeiro: Biblioteca Folha de S. Paulo, 2003.

CERTEAU, Michel de. A escrita da história. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002.

FREIRE, Paulo. Carta de Paulo Freire aos professores, Revista de Estudos Avançados, 15 (42), ago. de 2001, Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-40142001000200013. Acesso em: 05/07/2021.

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Publicado

2021-12-20

Como Citar

MOLINA, D. . Pensar e existir, em tempos de resistir. RIDPHE_R Revista Iberoamericana do Patrimônio Histórico-Educativo, Campinas, SP, v. 7, n. 00, p. e021016, 2021. DOI: 10.20888/ridpher.v7i00.16016. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/ridphe/article/view/16016. Acesso em: 2 out. 2022.

Edição

Seção

RESENHA/DOSSIÊ