Sobre a Revista

Foco e Escopo

O objetivo desta publicação é constituir um espaço destinado a estimular o debate intelectual e o intercâmbio de experiências entre pesquisadores de diversas áreas do conhecimento que elegem a música popular como objeto de estudo. Pretende-se contribuir através da publicação de textos de caráter científico com sólida fundamentação teórico-metodológica para a consolidação de um novo campo acadêmico, de cunho interdisciplinar, que vem se formando desde meados do século passado, cuja finalidade é aprofundar a investigação sobre a música popular. Entende-se por música popular a modalidade de arte musical de formato cancional ou instrumental que se definiu historicamente em oposição, por um lado, à música de tradição escrita, também chamada de “culta” ou “erudita”, e, por outro, às práticas musicais de tradição oral, vinculadas a formas de vida comunitária e associadas, de um modo geral, à ruralidade. Ao longo do século XIX esse tipo de música foi se constituindo num campo autônomo inserido num contexto de formação e expansão do mercado de bens culturais nas principais metrópoles europeias e norte-americanas, circulando principalmente em espaços de entretenimento como café-concert, music hall, voudeville e opereta. Com o advento das técnicas de gravação sonora no final daquele século, que culminaram, num primeiro momento, no fonógrafo de Thomas Edison, e que evoluíram posteriormente para o sistema elétrico (analógico) de registros sonoros, o sistema digital (Compact Disc – CD) e o método de compactação de áudio que viabilizou a produção e circulação de músicas através da internet, esse campo se consolidou ainda mais. Toda a estrutura produtiva assentada numa base tecnológica que se desenvolveu ao longo de décadas tornou-se, de certo modo, constitutiva de aspectos formais e poéticos desse bem simbólico. Formou-se, então, uma imensa rede de produção, circulação e consumo de música popular de alcance mundial, fazendo com que essa modalidade artística passasse a ocupar espaços cada vez mais amplos na vida cotidiana, mobilizando sentimentos, emoções e constituindo subjetividades e identidades coletivas. Devido à sua complexidade e ao seu caráter multidimensional, a música popular exige abordagens analíticas ancoradas em referenciais teóricos e metodológicos construídos a partir de várias epistemologias.

Processo de Avaliação pelos Pares

A avaliação das contribuições é realizada em fluxo contínuo na medida e ordem em que são submetidas. A MPR adota a avaliação pelo sistema de duplo-cego e, portanto, qualquer informação que possa identificar os autores deverá ser evitada.

O processo de avaliação é composto por três fases:

  1. Pré-Seleção: realizada pelos Editores, avaliará se as contribuições cumprem as normas de submissão da MPR.

  2. Avaliação de Mérito: realizada por pelo menos dois pareceristas, que não poderão pertencer à mesma instituição dos autores.

  3. Edição e Publicação: realizada pelos editores, que farão a organização e edição final para publicação on-line

Para ser considerada aprovada, os dois pareceristas deverão indicar a contribuição para publicação. Caso haja discordância entre os pareceristas, a contribuição será enviada para um terceiro parecerista.

Havendo aprovação com modificações, os autores receberão prazo para efetuar as alterações sugeridas e re-submissão das contribuições. Neste caso, as contribuições serão novamente enviadas para os pareceristas, que avaliarão se as modificações foram efetuadas pelos autores.

Periodicidade

A MPR aceita contribuições originais na forma de artigos, traduções, ensaios, resenhas, entrevistas e partituras para serem publicadas de modo contínuo, conforme for concluído seu processo de avaliação, revisão e layout.


Histórico do Periódico

Com o advento da indústria fonográfica no início do século XX, a música popular transformou-se no seu principal produto. Aos poucos, uma multiplicidade de manifestações musicais populares foi retirada dos seus espaços de origem - em geral marcados por formas comunitárias de sociabilidade e por práticas ritualísticas de caráter lúdico-religioso - e convertida em fonogramas.

Como produto, a música popular ganhou novos espaços de circulação e fruição. Hoje é praticamente impossível investigar a natureza da música popular sem considerar esse novo contexto. Devido ao alcance dos meios de comunicação, mesmo aquelas modalidades que ainda transitam por circuitos paralelos aos do mercado fonográfico parecem não totalmente isentas de influências do repertório de música gravada.

Com os objetivos de aprofundar a compreensão das origens e das transformações da música popular, e suas relações com a sociedade e investigar as matrizes musicais e culturais formadoras de diferentes estilos e linguagens musicais populares a partir de análises de seus elementos formais, intrínsecos ao material musical, e dos seus diferentes contextos históricos e sócio-culturais, foi criado em 2002 o grupo de pesquisa "Música Popular: História, produção e Linguagem" constituido por pesquisadores da Unicamp e formalizado no CNPq.

Esta Revista surgiu em 2012 como veículo para socializar a produção deste grupo bem como aglutinar e disseminar trabalhos de pesquisadores externos neste campo do conhecimento e em áreas afins. No mesmo ano, durante o processo de sua criação, foi feito um convite ao PPGM da UNIRIO para se agregar ao comitê editorial, do qual participa até hoje.

Estrato Qualis (Período 2013-2016)

Catalogação da Publicação preparada por: Gildenir Carolino Santos - CRB-8ª/5447