O abismo entre artista e recepção
Capa por: Fanny Lopes, a partir de William Daniel, Self-Portrait, As Pedlar of Statues, 1850.  Organizadores: João Victor Batista, João Victor Rossetti Brancato, Ana Carolina Dias Florindo, Janaína da Silva Fonseca, Catherine Peggion Hergert, Letícia Asfora Falabella Leme, Fanny Tamisa Lopes, Fabriccio Miguel Novelli Duro, Fernando Pesce, Alysson Brenner Nogueira Pereira, Victoria Cristina Rozario Rodrigues.
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Palavras-chave

Édouard Manet
Pintura
Filosofia
Estética
Salão

Como Citar

FRANCONETI, M. O abismo entre artista e recepção : os conflitos do Salão face à obra de Édouard Manet. Encontro de História da Arte, Campinas, SP, n. 15, p. 216–225, 2021. DOI: 10.20396/eha.15.2021.4657. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4657. Acesso em: 25 fev. 2024.

Resumo

O objeto deste trabalho abarca os conflitos entre a instituição do Salão e a crítica direcionada ao trabalho exposto do pintor impressionista Édouard Manet, na segunda metade do século XIX em Paris. Considerando a relevância do artista para o movimento impressionista e a geração à qual pertenceu em 1863, o objetivo desta comunicação é a de pontuar as críticas recebidas por Manet e investigar como elas enunciam as regras de arte. Tratarei, de modo geral, das obras O almoço na relva, Olympia e como ambas foram recepcionadas tendo as regras do desenho e do nu como regra artística e moral para julgar obra e artista. A variedade de termos pejorativos, a arbitrariedade das falas da época e a reputação abalada do artista conduzem a uma investigação que acentua o abismo entre o Salão e o artista, assim como enfatiza o trabalho de Manet, o primeiro pintor moderno.

https://doi.org/10.20396/eha.15.2021.4657
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Referências

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