O marginal como sujeito histórico

o caso de Carolina Maria de Jesus como experiência de um “despejo” ainda em voga na atualidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/tematicas.v30i59.15923

Palavras-chave:

Marginal, Resistência, Carolina Maria de Jesus, Cidade

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo apresentar o Marginal como sujeito histórico. Para tanto, trago o pensamento da escritora Carolina Maria de Jesus e seu livro Quarto de Despejo: diário de uma favelada, como uma das fontes para o presente estudo, de forma a historicizar os espaços praticados na cidade de São Paulo, que àquela altura vivia uma intensa dinamização na estrutura de sua paisagem urbana, o que resultou no afastamento de muitas pessoas para as bordas dessa megalópole. Nesse caso, os sujeitos “indesejados” foram empurrados para as margens do rio Tietê, formando assim a primeira favela da região: o Canindé. Como aporte teórico-metodológico para este estudo de caso, utilizei tanto algumas obras correlatas a essa temática, como os jornais da época, que também são fontes históricas de primeira grandeza.

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Biografia do Autor

Edinei Pereira da Silva, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

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Publicado

2022-06-10

Como Citar

SILVA, E. P. da. O marginal como sujeito histórico: o caso de Carolina Maria de Jesus como experiência de um “despejo” ainda em voga na atualidade. Tematicas, Campinas, SP, v. 30, n. 59, p. 282–311, 2022. DOI: 10.20396/tematicas.v30i59.15923. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/15923. Acesso em: 5 dez. 2022.