Força expedicionária brasileira

da militarização da memória aos usos políticos do passado

Autores

  • Rodrigo Musto Flores Universidade Federal de Viçosa

DOI:

https://doi.org/10.20396/tematicas.v28i56.13168

Palavras-chave:

Memória, Veteranos de Guerra, Militarização, Ex-Combatentes

Resumo

As análises acadêmicas disponíveis sobre o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial tem seguido em uma crescente no país, entretanto ainda é quase inexistente as apreensões que se preocupam com o envolvimento político dos militares veteranos, nas questões políticas do país após o fim da Guerra. O presente artigo, busca contribuir com o preenchimento dessa lacuna, observando a construção de uma memória sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e a aproximação das associações com as Instituições Militares na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais. Nesse sentido, obedecendo os limites da presente análise, pretendo abordar o papel de gerenciamento de um discurso de memória que a AECB-JF desempenhou durante sua existência e como ocorreu a progressiva construção de uma identidade em comum entre esses veteranos de guerra e as Forças Armadas, bem como os usos políticos dessa memória.

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Biografia do Autor

Rodrigo Musto Flores, Universidade Federal de Viçosa

Mestre em História pelo programa de mestrado profissional em Patrimônio Cultural, Paisagens e Cidadania vinculado ao Departamento de História da Universidade Federal de Viçosa.

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Publicado

2020-12-13

Como Citar

FLORES, R. M. Força expedicionária brasileira: da militarização da memória aos usos políticos do passado. Tematicas, Campinas, SP, v. 28, n. 56, p. 167–184, 2020. DOI: 10.20396/tematicas.v28i56.13168. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/13168. Acesso em: 28 nov. 2021.