A economia feminista e a crítica ao paradigma econômico predominante

Autores

  • Marilane Oliveira Teixeira Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/tematicas.v26i52.11706

Palavras-chave:

Economia feminista, Reprodução, Mercado de trabalho, Economia neoclássica, Divisão sexual do trabalho

Resumo

Este artigo trata do surgimento e do desenvolvimento da economia feminista como uma abordagem que se contrapõe à economia predominante, identificando as limitações teóricas e epistemológicas desta corrente para responder aos principais desafios da sociedade. Ao contestar os modelos preconizados pelos neoclássicos, estas economistas se propõem a um novo enfoque que integre a dinâmica da economia e o trabalho de reprodução como partes de um único sistema. Destaca-se, nessa abordagem, aquela que coloca no centro a sustentabilidade da vida humana. Fundamentado em bibliografia especializada o artigo percorre uma vasta literatura produzida nos últimos anos no campo da economia feminista. Essa abordagem ganhou relevância no Brasil somente nas duas últimas décadas e por iniciativa do movimento feminista organizado que, ao elaborar uma crítica às teses neoliberais e apontar as insuficiências da economia tradicional para indicar soluções aos dilemas de uma sociedade cindida por desigualdades seculares, buscou nessa literatura novos aportes teóricos e metodológicos para repensar uma nova economia. Nesse sentido, a economia feminista, com foco na sustentabilidade da vida humana, se constitui em um instrumento valioso de análise que permite uma crítica global ao sistema capitalista e à economia de mercado e, por isso, foi mais rapidamente incorporada pelos movimentos feministas que questionam o liberalismo econômico e a globalização.

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Biografia do Autor

Marilane Oliveira Teixeira, Universidade Estadual de Campinas

Doutora em economia pela Universidade Estadual de Campinas.

Referências

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Publicado

2018-12-30

Como Citar

TEIXEIRA, M. O. A economia feminista e a crítica ao paradigma econômico predominante. Tematicas, Campinas, SP, v. 26, n. 52, p. 135–166, 2018. DOI: 10.20396/tematicas.v26i52.11706. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/tematicas/article/view/11706. Acesso em: 5 out. 2022.

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