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Geórgicas 2.490-542 e a paradoxal agricultura
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Geórgicas
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MUNIZ, Liebert Abreu. Geórgicas 2.490-542 e a paradoxal agricultura. Phaos: Revista de Estudos Clássicos, Campinas, SP, v. 22, n. 00, p. e022012, 2022. DOI: 10.20396/phaos.v22i00.17258. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/17258. Acesso em: 21 abr. 2024.

Resumo

A matéria agrária das Geórgicas insere o segundo poema de Virgílio, composto em ca. 37-30 a.C., entre os textos técnicos latinos. Filiado à tradição hesiódica, o poema traz o tripé característico do gênero: o mestre, a matéria e o discípulo. Além disso, o momento histórico em que o poema foi composto é propício a rupturas na leitura linear da transmissão de uma matéria técnica. Ao final do Livro 1, o poema revela um mundo caótico, de guerras civis e assassinatos; o Livro 2 paradoxalmente provoca uma notável mudança de espírito: o mundo caótico dá lugar à alegria proporcionada por Baco e às colheitas fartas. Esse tratamento paradoxal parece provocar distensões nessa matéria e parece preparar o espaço para que Virgílio reflita sobre a Roma de seu tempo, do ponto de vista político e filosófico. A expressividade da linguagem poética é mais um fator que incide sobre as ambiguidades do poema, criando a imagem de que o campo dramatiza a existência humana.

https://doi.org/10.20396/phaos.v22i00.17258
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