https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/issue/feed Phaos: Revista de Estudos Clássicos 2022-12-05T14:01:35+00:00 Paulo Sérgio Vasconcellos odoricano@gmail.com Open Journal Systems <p><strong>Escopo: </strong><strong>Phaos: </strong><em>Revista de Estudos Clássicos</em> é uma revista anual, de caráter científico e cultural, editada pela área de Estudos Clássicos do Departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas. Seu objetivo principal é facultar aos pesquisadores nacionais e estrangeiros um meio qualificado para a publicação de trabalhos cujo tema contemple aspectos da civilização greco-latina em geral, inclusive sua recepção antiga e moderna, além de resenhas críticas sobre obras da área de Estudos Clássicos e traduções comentadas de autores da Grécia e Roma antigas. Com isso, pretende-se disponibilizar trabalhos inéditos sobre questões do mundo greco-romano, promover a interdisciplinaridade no campo das ciências da Antiguidade, dentro e fora do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, e estimular o intercâmbio com pesquisadores de outras áreas e instituições.<br /><strong>Qualis</strong>: B1<br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Linguística e Literatura<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 2001<br /><strong>E-ISSN</strong>: 2526-8058<br /><strong>ISSN Impresso</strong>: 1676-3076<br /><strong>Título abreviado</strong>: PhaoS: Rev. Estud. Class.<br /><strong>E-mail</strong>: <a title="E-mail" href="https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/management/settings/context/mailto:odoricano@gmail.com" target="_blank" rel="noopener">odoricano@gmail.com</a> <br /><strong>Unidade</strong>: <a href="http://www.iel.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener">IEL</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><a title="CC BY NC SA" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/4.0/80x15.png" alt="Creative Commons License" /></a></p> https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/16647 Tradução da Epístola 10* (Divjak) de Santo Agostinho 2022-12-05T14:01:35+00:00 Filipe Noé da Silva fnsilva@unicamp.br Pedro Paulo Abreu Funari ppfunari@uol.com.br <p>Apresentamos uma tradução à <em>Epístola 10* (Divjak)</em>, de Santo Agostinho. Encontrada no ano de 1975 por Johannes Divjak, a missiva foi escrita sob a forma de <em>commonitorium </em>na década de 420 da Era Comum, e estava endereçada a seu amigo Alípio. Além de pormenores referentes à sua atuação episcopal no Norte da África, sobretudo no que se refere à aplicação das leis romanas neste território, a epístola em questão revela a preocupação de Agostinho quanto à escravização e posterior comercialização de pessoas nascidas livres em território africano. O texto latino reproduzido nesta tradução deriva da edição, estabelecida pelo próprio Divjak, no ano de 1981.</p> 2022-12-05T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/15925 Vencer um grande herói é mais heroico 2022-05-20T19:14:52+00:00 João Victor Leite Melo joaoxv11@gmail.com <p>Nas <em>Heroides</em>, Ovídio imaginou Dejanira escrevendo uma carta para Hércules, seu esposo, logo após ter ouvido dizer que ele havia conquistado o reino de Ecália e se apaixonara por Íole. Indignada com a suposta traição, Dejanira compõe um texto no qual os grandes feitos do herói são recapitulados não para exaltá-lo, mas para diminuí-lo. A construção retórica de seu discurso, associada à relação intertextual estabelecida com as <em>Metamorfoses</em>, poderia levar o leitor a reconhecer que, na verdade, ela é a verdadeira heroína da história, como pretendemos demonstrar neste artigo, baseados em nossa tradução para o poema ovidiano.</p> 2022-05-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/16097 Reflexões demonológicas bizantinas 2022-06-15T13:16:43+00:00 Reina Marisol Troca Pereira rmtp@ubi.pt <p>Introdução/comentário, notas e tradução da pequena prosa bizantina <em>Coisas que os Helenos opinam acerca dos demónios </em>(Τίνα περὶ δαιμόνων δοξάζουσιν ῞Ελληνες). Opúsculo de autoria dúbia, atribuído a Pselo. De teor demonológico, retrata a temática titular em oito secções distintas, contemplando informações respeitantes a tipos, formas, características possessões/efeitos de demónios, prognose, feitiçaria, magia, rituais e invocações. Próximo de <em>Timóteo ou Sobre a Atuação dos Demónios </em>(Τιμόθεος ἢ Περὶ Ενέργειας Δαιμόνων), expõe um traço neoplatónico, em período judaico-cristão, desvelando conhecimento e apreço pela tradição clássica de matriz helénica, adaptada, <em>mutatis mutandis,</em> à temática demonológica deveras em voga no contexto bizantino.</p> 2022-06-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/16079 Luto, celebração e o deus-sol 2022-01-20T21:03:52+00:00 Raphael Reishtatter raphael.reishtatter@usp.br <p>Este artigo tem como objetivo propor que a antítese Apolo-Hades presente no fragmento 271 de Estesícoro (Davies &amp; Finglass), se vista a partir do contexto de sua fonte de transmissão (Plutarco, <em>Do E de Delfos</em>), pode admitir para o público plutarqueano um renovado sentido, a saber, que Apolo e Hades se distinguem também em função de aquele, especula-se, ser um deus associado ao Sol, e este, sabidamente, o deus do submundo – sentido improvável para o público contemporâneo a Estesícoro. Para tanto, analisamos os elementos internos e externos que constituem a oposição no poema e os colocamos sob a ótica de Plutarco. A análise se concentra em aspectos temáticos e intertextuais, dados os poucos versos que nos restaram do fragmento. Assim, pretende-se mostrar de que modo a imagem de Apolo como um deus-Sol, embora tenha bases duvidosas segundo Plutarco, faz parte de suas indagações, reforça sua tese sobre a pureza de Apolo e instaura uma nova faceta em oposição a Hades.</p> <p align="justify"><span style="color: #202122;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"> </span></span></p> 2022-02-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/16129 Helena e Páris entre as vozes da poesia mélica grega arcaica 2022-06-15T13:16:40+00:00 Paloma Flávio Betini paloma.betini@usp.br <p>Este artigo pretende analisar, a figura de Helena e de Páris em quatro poetas mélicos arcaicos: Álcman (Fr. 77 Davies), Safo (Frs. 16 e 23 Voigt), Alceu (Frs. 42 e 283 Voigt) e Íbico (Fr. S 151 Davies). Com base no contexto histórico e na ocasião de <em>performance</em> das canções, iremos traçar paralelos com a tradição poética anterior àquela dos poetas, como a do ciclo épico, e posterior, como a da tragédia, com o fim de entender os lugares comuns dos personagens, bem como descobrir possíveis inovações.</p> 2022-06-14T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/16066 De Panificio, Narcissus e De Creatione 2022-05-09T13:36:20+00:00 Márcio Meirelles Gouvêa Júnior gouvea.bh@terra.com.br <p>Este artigo apresenta uma proposta de tradução de três exemplares paradigmáticos dos centões latinos. No entanto, para análise mais acurada dessas obras específicas, e, por conseguinte, de todos os exemplares conhecidos da <em>ars centonaria</em>, uma técnica de composição poética ainda pouco estudada entre os lusófonos, buscou-se oferecer um estudo introdutório que não apenas detalhasse suas origens, mas que também fornecesse aos leitores subsídios para a decodificação da intertextualidade constituinte dos centões. Para tanto, foram aplicadas modernas teorias semióticas, em virtude das quais pode ser percebida e aproveitada a riqueza literária contida nesses poemas, resultado do intenso diálogo com a herança clássica que motivava a produção poética durante a Antiguidade tardia.</p> 2022-05-09T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/17273 O papel das alusões à “poesia didática” hesiódica no Idílio 10 de Teócrito 2022-09-23T17:37:41+00:00 Alessandro Rolim de Moura alessandro.rolimdemoura@gmail.com <p>Este artigo argumenta em defesa da tese de que as alusões a Hesíodo no Idílio 10 de Teócrito não fazem desse poema necessariamente um texto não bucólico. A presença de Hesíodo é visível não apenas na fala e na canção de Mílon, mas também nas de Buceu, e nos dá várias pistas de como Teócrito percebia Hesíodo. O Hesíodo de Teócrito, no Id. 10 e em outras partes dos Idílios, não é meramente um veículo de “poesia didática” séria. A atitude impiedosa de Mílon, sua obsessão com trabalho e comida, e sua visão utilitária da poesia não podem ser simplesmente chamadas “hesiódicas”; elas representam, antes, o impacto de Litierses (outro cantor legendário) sobre Mílon. O Hesíodo de Teócrito é também um artista que canta sobre a beleza e o prazer, tanto na natureza quanto na própria poesia. O Hesíodo de Teócrito é de capital importância para a gênese da poesia bucólica.</p> 2022-09-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/17263 Vis materiai. Le paradigme du vivant et la poétique de la matière dans le De Rerum Natura de Lucrèce 2022-09-15T14:39:21+00:00 Hélène Casanova-Robin helene.casanova-robin@sorbonne-universite.fr <p>L’étude porte sur quelques points de la poétique mise en œuvre par Lucrèce dans le <em>De rerum natura</em> pour exprimer le vivant. La mission didactique revendiquée par le poète requiert en effet l’élaboration d’un langage d’une vive expressivité et d’une clarté sans faille pour transmettre la doctrine épicurienne. L’objectif s’avère difficile s’agissant de la naissance du vivant, conçue à partir d’atomes inanimés. On examine ici la place tenue par le paradigme physiologique à travers deux motifs récurrents sur ce sujet, la naissance et la fluidité. Lucrèce s’y révèle virtuose, sachant combiner toutes sortes de mécanismes du langage et de la musique poétique pour mobiliser l’esprit de son lecteur dans une démarche jamais dissociée des principes fondamentaux de la doctrine qu’il transmet : tels le <em>concilium</em> et le <em>clinamen</em>. On y découvre une réévaluation de la parole didactique, où la mémoire littéraire constitue plus qu’un intertexte mais devenant le matériau à recomposer, voire à infléchir au profit du dogme exposé et en cohérence étroite avec lui.</p> 2022-09-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/17258 Geórgicas 2.490-542 e a paradoxal agricultura 2022-09-23T17:37:44+00:00 Liebert Abreu Muniz liebert.muniz@ufersa.edu.br <p>A matéria agrária das Geórgicas insere o segundo poema de Virgílio, composto em ca. 37-30 a.C., entre os textos técnicos latinos. Filiado à tradição hesiódica, o poema traz o tripé característico do gênero: o mestre, a matéria e o discípulo. Além disso, o momento histórico em que o poema foi composto é propício a rupturas na leitura linear da transmissão de uma matéria técnica. Ao final do Livro 1, o poema revela um mundo caótico, de guerras civis e assassinatos; o Livro 2 paradoxalmente provoca uma notável mudança de espírito: o mundo caótico dá lugar à alegria proporcionada por Baco e às colheitas fartas. Esse tratamento paradoxal parece provocar distensões nessa matéria e parece preparar o espaço para que Virgílio reflita sobre a Roma de seu tempo, do ponto de vista político e filosófico. A expressividade da linguagem poética é mais um fator que incide sobre as ambiguidades do poema, criando a imagem de que o campo dramatiza a existência humana. </p> 2022-09-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/17262 A incorporação de preceitos didáticos da arte de amar nas Heroides e nas Metamorfoses, de Ovídio 2022-09-28T12:00:27+00:00 Júlia Batista Castilho de Avellar juliabcavellar@gmail.com <p>Considerando a autotextualidade e a mistura de gêneros em Ovídio, será investigada neste artigo a presença de preceitos da&nbsp;<em>Arte de amar</em>&nbsp;em obras do poeta&nbsp; não pertencentes propriamente ao gênero didático: a carta de Cânace (<em>Heroides</em>&nbsp;11) e o episódio de Bíblis (<em>Metamorfoses</em>&nbsp;9.418-665). Com base em uma passagem específica da <em>Ars </em>(1.283-288), são discutidos os pontos de diálogo com as duas outras obras, de modo a evidenciar um processo de autorrecepção que perpassa a produção de Ovídio, fazendo com que obras individuais adquiram novos sentidos quando postas em relação. Desse modo, busco mostrar como as marcas autotextuais tornam-se índices para um possível caminho interpretativo e contribuem para a construção, no interior das próprias obras, de uma espécie de hermenêutica ovidiana. A poesia de Ovídio ensina sobre o amor e a elegia amorosa, mas também sobre como ler e interpretar suas próprias obras.</p> 2022-09-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/17241 A ficção da verdade nas "Astronômicas" de Manílio 2022-09-28T12:00:12+00:00 Marcelo Vieira Fernandes mvfernandes@usp.br <p>O problema do tratamento poético aplicado à exposição de matérias técnicas é tema rapidamente abordado em algumas tradições críticas antigas e, por vezes, no interior do próprio discurso de certos poetas didáticos. É o caso de Manílio, que em suas <em>Astronômicas</em> nos apresenta como <em>mestre </em>uma <em>persona doctoris</em> para quem a ornamentação poética do enunciado técnico representa, conflituosamente, uma impossibilidade material, uma dificuldade métrica e uma necessidade didática. Mas, sendo ainda uma forma sofisticada de prazer para o <em>poeta</em>, a exposição metrificada de objetos matemáticos mais complexos da astrologia, que o seduzem de modo particular, é ocasião para o exercício de certas variações poéticas que às vezes o levam, inadvertidamente, à confecção de lições tecnicamente incorretas. Para tratar desses pontos, faço aqui, então, uma rápida introdução a algumas das questões acerca da poesia didática antiga e à própria leitura do poema de Manílio (em geral pouco conhecido entre os estudantes brasileiros de letras clássicas), com a exposição de alguns passos importantes de sua reflexão metapoética e a rápida ilustração de um de seus erros técnicos.</p> 2022-09-27T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/17368 A enfermidade das abelhas em Columela e em Virgílio 2022-11-29T19:08:08+00:00 Gilson José Santos gilsonsantos2105@hotmail.com <p>Neste artigo, analisamos comparativamente dois trechos selecionados das <em>Geórgicas</em>, de Virgílio, e do livro IX do <em>De re rustica</em>, de Columela – ambos referentes à apicultura; mais especificamente, à enfermidade e morte das abelhas. Esse exame tem por objetivo principal estudar o tratamento linguístico-literário decorrente de orientações genéricas distintas que os autores conferem às suas obras. O estudo apresenta quatro partes: na primeira delas, apresentamos informações biobibliográficas de Lúcio Moderato Columela; na segunda, dedicamo-nos brevemente ao pensamento político-econômico e social de Columela; na terceira, analisamos comparativamente dois trechos selecionados do livro IX do <em>De re rustica </em>de Columela e do canto IV das <em>Geórgicas</em> de Virgílio; e, por fim, esboçamos uma espécie de conclusão.</p> 2022-11-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/17370 O livro XII do "De Re Rustica" de Columela 2022-11-29T18:58:50+00:00 Robson Tadeu Cesila robson.cesila@yahoo.com.br <p>O último livro da obra columeliana aborda, essencialmente, os deveres e o papel da <em>uillica</em>, a companheira do capataz (<em>uillicus</em>), na execução e gestão dos trabalhos da propriedade rural. Neste artigo, abordaremos alguns aspectos compositivos e elocutivos desse livro.</p> 2022-11-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/16626 Tipologias literárias e exposição técnica em Virgílio e Paládio 2022-08-15T19:37:41+00:00 Matheus Trevizam matheustrevizam2000@yahoo.com.br <p>Neste artigo, discutimos a questão de haver textos, na Antiguidade, mais ou menos focados no rigor expositivo dos temas técnico-científicos que contêm. No primeiro grupo estão os tratados – como <em>Opus agriculturae</em> de Paládio – e, no segundo, a poesia didática – como as <em>Geórgicas</em> de Virgílio. Em seguida, introduzimos alguns dos principais traços constitutivos dessas tipologias específicas – com menção ao aspecto organizacional das informações, aos níveis de clareza expressiva etc. – e exemplificamos as diferenças entre a escrita agronômica das <em>Geórgicas</em> e aquela de <em>Opus agriculturae</em>. Isso é obtido comparando lexicalmente passagens de ambos a tematizarem as ferramentas agrícolas e a localização das colmeias. Os resultados das observações apontam, assim, grande prevalência da função do <em>docere</em> em Paládio e do <em>delectare</em> em Virgílio.</p> 2022-08-15T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/17049 Optime docuit Donatus 2022-10-11T15:05:21+00:00 Fábio Fortes fabiosfortes@yahoo.com.br <p>Embora o gramático alexandrino Apolônio Díscolo (c. séc. II d.C.) seja lembrado como o modelo gramatical mais importante para a Ars Prisciani, não menos importantes parecem ser também as fontes latinas com as quais Prisciano dialoga em sua extensa gramática. Assim, também a Ars Donati poderia ser pensada como tendo um papel na construção do pensamento técnico-gramatical de Prisciano. Neste artigo, temos por objetivo oferecer uma abordagem das referências diretas e indiretas a Donato contidas ao longo da Ars Prisciani, bem como analisar o modo pelo qual Prisciano faz uso de exempla oriundos da tradição artigráfica latina, contidos na Ars maior. Pretendemos mostrar que, assim como o Perì syntáxeos de Apolônio Díscolo, também os manuais de Donato (especialmente a Ars maior) parecem ser tomados como modelos para o desenvolvimento da doutrina gramatical desse autor latino. Além disso, pretendemos mostrar que os exempla de Donato são apresentados sob um enquadre teórico diverso, não mais para descrever a Latinitas e os fenômenos a ela associados (como os vícios e virtudes do discurso), mas para compreender a extensão do uso linguístico (usus).</p> 2022-10-10T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/17431 Literatura técnica e didática na antiguidade 2022-11-21T13:01:38+00:00 Matheus Trevizam matheustrevizam2000@yahoo.com.br <p>Vários dos textos publicados neste dossiê resultam de reescrita dos trabalhos originalmente apresentados no evento “Primeiro Ciclo de Palestras do Grupo ‘Tradução e Estudo da Literatura Técnica e Didática Romana’”, que ocorreu virtualmente na Faculdade de Letras da UFMG em 19 e 20 de abril de 2022, sob minha organização e do prof. Bernardo Guadalupe dos Santos Lins Brandão. Tratou-se, portanto, de uma iniciativa acolhida pelo “Núcleo de Estudos Antigos e Medievais”/NEAM da FALE/FAFICH-UFMG, como uma de suas ações extensionistas no âmbito da difusão das Culturas e Literaturas Clássicas.</p> 2022-11-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Phaos: Revista de Estudos Clássicos