Sobre carne na plástica de Varejão
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Palavras-chave

Adriana Varejão
Arte contemporânea no Brasil
Ruínas de Charque
Encarnado
Georges Didi-Huberman

Como Citar

ZORTÉA, Adriel Dalmolin. Sobre carne na plástica de Varejão. Encontro de História da Arte, Campinas, SP, n. 16, p. 387–397, 2023. DOI: 10.20396/eha.16.2022.5015. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/5015. Acesso em: 17 jul. 2024.

Resumo

O presente texto objetiva traçar uma tipologia da pintura de carne na obra de Adriana Varejão (1964), principalmente em diálogo com questões teóricas abertas pela noção de encarnado em Georges Didi-Huberman (1953). Frente à carne do charque, aculturada e comestível, produzida para a série Ruínas de Charque (2001-), investiga-se a série Línguas e Cortes (1998-), carne rasgada, sanguinolenta e semelhante, em chave mimética, a um corpo rompido pela violência do mundo. Nesse sentido, interroga-se a plástica da artista, num recorte das referidas séries, a partir do contraponto entre interior e exterior, superfície e profundidade ou ainda dissimulação de um corpo na pintura.

https://doi.org/10.20396/eha.16.2022.5015
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