Trânsitos transgressores
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Palavras-chave

Liliana Angulo Cortés
Estereótipos
Mulher negra
Feminismo

Como Citar

REBESCO, V. L. de A. Trânsitos transgressores: a desconstrução dos estereótipos da mulher negra na série Mango Negrita de Liliana Ângulo Cortés. Encontro de História da Arte, Campinas, SP, n. 13, p. 889–897, 2018. DOI: 10.20396/eha.13.2018.4616. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4616. Acesso em: 25 fev. 2024.

Resumo

As estruturas mundiais do poder capitalista têm como um de seus elementos fundamentais a colonialidade, que mantem-se através de uma classificação racial imposta a população e age em todos os níveis da realidade social (QUIJANO, 2009). De acordo com o conceito de colonialidade do poder do sociólogo peruano Aníbal Quijano (1999), na medida em que fixa-se no imaginário a ideia de que há uma grande diferença entre o colonizado e o colonizador, com distintas raças, culturas e identidades, o colonizado torna-se o “outro” da razão, àquele que deve ser disciplinado e controlado pelo colonizador. Assim, duas categorias estabelecem-se em oposição e excluem-se mutuamente, de um lado o colonizador “bom”, civilizado e racional e, do outro, o colonizado bárbaro, irracional e mal. Então, colonizado e colonizador passam a ter códigos distinguidores e na política que o colonizador exerce é “necessário” e “justo” que haja um processo de ocidentalização desse colonizado, pois só assim ele pode se tornar “civilizado” (QUIJANO, 1999).

https://doi.org/10.20396/eha.13.2018.4616
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Referências

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Copyright (c) 2018 Vanessa Lúcia de Assis Rebesco

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