Teatro oficina
PDF

Palavras-chave

Patrimônio
Ativismo Urbano
Artaud
Teatro Oficina

Como Citar

MACHADO, R. M. Teatro oficina: patrimônio, ativismo urbano e Artaud. Encontro de História da Arte, Campinas, SP, n. 13, p. 736–744, 2018. DOI: 10.20396/eha.13.2018.4595. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4595. Acesso em: 26 fev. 2024.

Resumo

Por duas vezes, no Condephaat (órgão do Estado de São Paulo para preservação patrimonial) e, depois, no Iphan (órgão federal para preservação patrimonial), José Celso Martinez Corrêa, diretor do Teatro Oficina, solicitou o tombamento de sua sede para que a atividade artística do grupo pudesse ter continuidade. O que motivou esses processos foram os conflitos entre o Oficina e o Grupo Silvio Santos, proprietário dos terrenos em torno do teatro. Em 1997, quando se iniciava o segundo conflito, José Celso define o Teatro Oficina como “uma arquitetura específica, cercada por uma empresa de televisão, e onde se batalha dentro de certa qualidade estética” e prossegue: “O teatro passa a ser civilizador, como dizia Artaud” materializando “uma réplica à ordem liberal na sua geografia urbana, no seu estilo de interpretação, no seu repertório”, buscando “demonstrar que o teatro tem poder, que o homem pode mexer com as engrenagens”.

https://doi.org/10.20396/eha.13.2018.4595
PDF

Referências

ARTAUD, Antonin. O teatro e seu duplo. São Paulo: Max Limonad, 1984.

CORREA, José Celso M. Carta ao Presidente do Conselho do Condephaat. 17 nov. 1980. Arquivo do Condephaat – Secretaria de Estado da Cultura. Processo 22.386. p. 4-12.

CORRÊA, José Celso M. Carta ao Presidente do Conselho do Condephaat. 12 jul. 1981. p. 52-54. Arquivo do Condephaat – Secretaria de Estado da Cultura. Processo 22.386. p. 51.

CORRÊA, José Celso M. Comunicação de obras cenográficas, carta 18, abr. 1983. Arquivo do Condephaat – Secretaria de Estado da Cultura. Processo 22.386. p. 147.

CORRÊA, José Celso M. O decano do gozo. Entrevistado por Otavio Frias e Nelson Sá. Folha de São Paulo, Caderno Mais, 31 ago. 1997. In: LOPES, Karina; Cohn, Sergio (Orgs.). Zé Celso Martinez Corrêa. São Paulo: Azougue, 2008.

IMPÉRIO, Flávio. Carta para David José. 3 set. 1969. Original datilografado. Arquivo David José, São Paulo.

IMPÉRIO, Flávio. Cenógrafo Flávio Império. Depoimento coletado por Fernanda Perracini Milani. Cópia xerográfica. Acervo Flávio Império, São Paulo, 1975.

IMPERIO, Flavio. Parecer sobre o tombamento do Teatro Oficina. 23 nov. 1982. Arquivo do Condephaat – Secretaria de Estado da Cultura. Processo 22.386/82. p. 69-72.

KELLNER, Hans. Language and historical representation p. 127-138. In: JENKINS, Keith. The Postmodern History Reader. London: Routledge. 1997.

MACHADO, Rogério Marcondes. Teatro oficina: patrimônio e teatro. Os processos de tombamento junto ao Condephaat e ao Iphan. Arquitextos, São Paulo, ano 16, n. 188.00, Vitruvius, jan. 2016. Disponível em: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/16.188/5905.

SUZUKI, Marcelo. Marcelo Suzuki: Entrevista realizada por Rogerio Marcondes Machado. São Paulo, 2013.

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2018 Rogerio Marcondes Machado

Downloads

Não há dados estatísticos.