O desenho ornamental brasileiro e a arqueologia
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Palavras-chave

Desenho ornamental
Arte brasileira
Arqueologia
Marajoara

Como Citar

GODOY, Patrícia Bueno. O desenho ornamental brasileiro e a arqueologia: entre a cópia, a adaptação e a reinterpretação. Encontro de História da Arte, Campinas, SP, n. 13, p. 701–709, 2018. DOI: 10.20396/eha.13.2018.4591. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4591. Acesso em: 14 jul. 2024.

Resumo

Em A gramática do ornamento, Owen Jones (1809-1874) expôs suas considerações em relação à superioridade do ornamento de uma tribo selvagem em relação aos ornamentos das nações civilizadas. Estas, segundo o autor, enfraqueceram as formas herdadas pela constante repetição, diferentemente das tribos selvagens que, graças ao seu instinto natural, apresentam sempre um ornamento verdadeiro, “fiel ao seu propósito”. Jones, como outros reformistas europeus do século XIX, solicitou o retorno aos estudos dos princípios da decoração, legando ao ornamento um papel importante para a formação do modernismo em alguns países da Europa. No Brasil, essa discussão foi sentida e divulgada por artistas que, após período de estudos no continente europeu, tentaram implantar ações voltadas para o ensino do desenho e das artes decorativas no despontar do século XX.

https://doi.org/10.20396/eha.13.2018.4591
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