Metamorfoses aquáticas
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Palavras-chave

Mundo atlântico
Sereia
Europa medieval
África
Brasil

Como Citar

ANDRADE, F. D. de; TOLEDO, G. P. de. Metamorfoses aquáticas: a sereia como imagem híbrida no atlântico global. Encontro de História da Arte, Campinas, SP, n. 13, p. 393–401, 2018. DOI: 10.20396/eha.13.2018.4404. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4404. Acesso em: 26 fev. 2024.

Resumo

A circulação da imagem da sereia no mundo atlântico nos permite analisar de que forma imagens cruzaram fronteiras culturais, adquirindo novos sentidos, desde o início do processo de globalização, que em seus primórdios assumiu a forma do mercantilismo ibérico. A sereia é uma imagem híbrida em sua essência: sua forma, metade peixe e metade mulher, permite-lhe habitar dois universos opostos; enquanto signo, ela se constitui como um espaço cognitivo de convergência cultural, no qual é possível tatear disputas, negociação e sobreposição de sentidos.3 Não é de se estranhar que a sereia possa ser encontrada com maior incidência em contextos de contato, que pressupõem relações de dominação e resistência, entre europeus e africanos, europeus, africanos e nativos da América, africanos, europeus e indianos. Por motivo de síntese, essa comunicação abordará sua incidência nos fluxos entre África, Europa e Brasil.

https://doi.org/10.20396/eha.13.2018.4404
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