A invisibilização do trabalhador nos espaços de representação artística
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Palavras-chave

Memorial
Monumento
Trabalhadores
Invisibilização

Como Citar

CORREIA, C. B. C. A. . A invisibilização do trabalhador nos espaços de representação artística: onde está o trabalhador no Memorial da Justiça do Trabalho?. Encontro de História da Arte, Campinas, SP, n. 13, p. 250–256, 2018. DOI: 10.20396/eha.13.2018.4347. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/eha/article/view/4347. Acesso em: 25 fev. 2024.

Resumo

Este artigo surge a partir da necessidade em compreender como se deu o processo curatorial do Memorial da Justiça do Trabalho do Ceará, e quais escolhas, a partir da reserva técnica, foram feitas. Como se deu a seleção do que estaria exposto? Analisaremos os porquês das ausências de representação visual dos trabalhadores que a essa Justiça recorrem/recorreram. Compreendendo o espaço do museu, e especialmente do memorial, como espaços dinâmicos, que estão em constante movimento entre o passado e o futuro, percebemos a potência que esses espaços podem ter como fomentadores de lugares de poder e cristalizadores de memórias, tendo um poder que tanto serve para libertar, como para tiranizar o passado e a história. Entramos então, na questão central, da escolha de quais memórias iriam narrar a história da Justiça do Trabalho no Ceará.

https://doi.org/10.20396/eha.13.2018.4347
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