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Francisco Laranjo, num certo azul (que pode não parecer azul)
Nesta edição da Revista Visuais dedicamos uma especial homenagem ao artista plástico e professor  Francisco Laranjo. Nascido em Lamego, ao norte de Portugal, mudou-se  para o Porto  aos 18 anos onde concluiu o Curso Superior de Artes Plásticas da Faculdade de Belas Artes do Porto. Nesta Escola, nos anos 1990, obteve o título de Professor Catedrático e posteriormente o de Professor Emérito. Francisco Laranjo foi também o Diretor da FBAUP, deixando um importante legado para a sua comunidade. Seu trabalho como pintor é reconhecido internacionalmente, tendo exposto na Europa, Ásia e nas Américas. Foi premiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Sociedade Nacional de Belas Artes. Francisco Laranjo foi também um grande apoiador de artistas e investigadores de várias nacionalidades que tiveram a oportunidade de conhecer sua enorme sabedoria e distinta sensibilidade humana.
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Palavras-chave

Francisco Laranjo
Representação
Paisagem
Oriente
Zen
Siveva
Pintura

Como Citar

SABINO , Isabel. Francisco Laranjo, num certo azul (que pode não parecer azul). Revista Visuais, Campinas, SP, v. 9, n. 2, p. 46–68, 2023. DOI: 10.20396/visuais.v9i2.18507. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/18507. Acesso em: 16 jun. 2024.

Resumo

Com Francisco Laranjo há a preocupação do mundo. E as questões candentes a cada momento têm presença na sua busca de informação, fazendo por não se alhear delas com uma coerência muito própria, marcada pela consciência do tempo alargado que desdramatiza o agora, e pela sua própria capacidade de ação. Em gestos concretizados na representação pictórica, a paisagem sugere espaços ambíguos onde perceção e conhecimento se fundem e, além do evidente na realidade, algo diverso se insinua. As palavras de Laranjo, nos subtítulos deste texto, guiam esta evocação e a reflexão sobre o sentido espiritual da sua pintura.

https://doi.org/10.20396/visuais.v9i2.18507
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Referências

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