Revista Visuais https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais <p><strong>Escopo</strong>: A revista Visuais é o periódico do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Unicamp desde 2015. A revista publica textos relacionados às pesquisas nas linhas de teoria, crítica e história da arte, das poéticas visuais, estendendo-se ao amplo domínio dos campos híbridos e transdisciplinares que se articulam nesta área de conhecimento.A revista recebe proposições para elaboração de dossiês, artigos, traduções, e também publica ensaios visuais. As proposições para a publicação na revista são arbitradas pelo seu comitê editorial.<br /><strong>Qualis</strong>: B3 <br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Artes<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 2015<br /><strong>ISSN</strong>: 2447-1313<br /><strong>Título abreviado</strong>: Rev. Visuais<br /><strong>E-mail</strong>: rvisuais@unicamp.br<br /><strong>Unidade</strong>: <a title="IA" href="https://www.iar.unicamp.br/pos-graduacao-em-artes-visuais" target="_blank" rel="noopener">IA</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><a title="CC BY NC ND" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/4.0/80x15.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></p> Universidade Estadual de Campinas pt-BR Revista Visuais 2447-1313 Da visão à ação https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/17443 <p>Este artigo de pesquisa configura-se por meio de duas partes. Na primeira, de natureza historiográfica e contextual, é gerado um percurso da noção de natureza na arte através da obra de diferentes autores. Este estudo parte da concepção da paisagem como gênero pictórico, até as propostas contemporâneas de ação e intervenção no ambiente natural. Posteriormente, na segunda parte desta pesquisa, a metodologia de estudo de caso é utilizada para analisar a obra de três artistas contemporâneas: Ana Donat, Anaïs Florin e Virginia Bersabé. Percorremos sua obra para compreender como se configuram atualmente as propostas artísticas de intervenção no espaço da periferia, vinculadas a uma concepção do território numa perspectiva crítica e transformadora.</p> Juan Bautista Peiró López Angel Manuel Rodríguez Arias Copyright (c) 2022 Revista Visuais https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-12-06 2022-12-06 8 2 1 26 10.20396/visuais.v8i2.17443 Presença e imaginário indígena na arte pública nas cidades capixabas https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/17438 <p>Apresentam-se alguns aspectos da arte pública no estado do Espírito Santo, Brasil, vista a partir dos modos de representação e presença do imaginário étnico-racial no ecossistema urbano. Trataremos a figura dos povos originários do Brasil, os povos indígenas, partindo de um inventário imagético realizado nas 78 cidades do estado. Considera-se que os monumentos urbanos estão diretamente relacionados à memória social e à identidade coletiva de uma sociedade, com essa premissa, verifica-se a pouca representatividade dos povos originários na escultura pública capixaba. Identifica-se como a figura indígena é representada, evidenciando duas tendências: um branqueamento da figura, com padrões corporais típicos da escultura clássica de base europeia; de outro lado, representações estereotipadas desses povos originários. Em contraponto, destacaremos a única obra em que a representação física da obra tenta se efetivar a partir de uma presença formal de forte recorte étnico-racial.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p> Aparecido José Cirilo Copyright (c) 2022 Revista Visuais https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-12-06 2022-12-06 8 2 27 47 10.20396/visuais.v8i2.17438 A arquitetura e o habitus no museu paisagem de arte contemporânea (MPAC) https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/17422 <p>O estudo das relações entre os públicos, a arquitetura e a expografia de museus paisagens de arte contemporânea (MPACs) são fundamentais para os projetos de curadoria e design de exposições nesses espaços. O objetivo deste ensaio teórico é problematizar as relações entre a arquitetura da arte e a interação com os públicos nos MPACs. Partimos dos conceitos de <em>Habitus</em> (Bourdieu, [1966]2007), caixa arquitetônica (Cruz Pinto, 2007) e museu ativo (Montaner, 1995), utilizando a pesquisa qualitativa com revisão bibliográfica. Concluímos que o diálogo entre a arquitetura da arte, o parque/jardim, as exposições de arte e os públicos em MPACs tem de estar permanentemente presentes, desde a concepção inicial do museu, até as modificações cotidianas por ocasião das montagens e desmontagens de exposições temporárias.</p> Robson Xavier da Costa Copyright (c) 2022 Revista Visuais https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-12-06 2022-12-06 8 2 48 62 10.20396/visuais.v8i2.17422 Fronteiras na arte. Arte a partir de fronteiras https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/17440 <p>Este trabalho quer demonstrar, a partir de um pensamento descolonizado sobre arte, cultura e produção de conhecimento – que tenho nominado de prática crítico-epistêmico <em>bio</em>geográfica fronteiriça – que para pensar, produzir e ensinar Arte a partir do pensamento descolonial existem duas formas básicas de se compreender fronteira. A primeira, fronteira como espaço geográfico em que foram situadas todas as produções de arte, culturas e conhecimentos não europeus/estadunidenses excluindo-os desses projetos. A segunda forma de fronteira está em compreender que é exatamente o lugar (<em>bio</em>geográfico) fronteiriço que faz erigir um pensamento <em>outro</em> de práticas culturais como produção de arte, cultura e conhecimentos alheios (desprendidos) das lógicas europeias e estadunidenses. Ambos pluralizados em seus diversos adjetivos. Imediatamente, ficará evidente que também falo <em>bio</em>geograficamente (<em>a partir da fronteira</em>) sobre artes com o corpo, a política, filosofia, pedagogia, economia, prática cultural, subjetividade, entre outras coisas, situados na fronteira epistêmica.</p> Marcos Antônio Bessa-Oliveira Copyright (c) 2022 Revista Visuais https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-12-06 2022-12-06 8 2 63 86 10.20396/visuais.v8i2.17440 Do ir e do vir https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/17377 <p>Investigamos a maneira como o indivíduo projeta a capacidade de transmitir à superfície sua maneira de ver o mundo. Levando em consideração contribuições de Omar Calabrese, faremos breves estudos de caso, tendo como foco a exposição de Sean Scully, no museu CAC Málaga. Propomos dois <em>Atlas</em> de imagens no contexto de A. Warburg, e G.Didi-Huberman.</p> Andreia Falqueto Lemos Copyright (c) 2022 Revista Visuais https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-12-06 2022-12-06 8 2 87 113 10.20396/visuais.v8i2.17377 Das formas clássicas à expressão sensual do drama https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/17441 <p>O presente estudo debruça-se sobre aspectos da produção do artista quinhentista italiano Giovanni Antonio Bazzi (1477-1549), afamado pelo epíteto “Il Sodoma”. Após breve apresentação do pintor e da sua formação artística, especialmente impactada pela obra de Leonardo, consideramos a relevância da produção do artista na Escola Toscana e a consecutiva revitalização da pintura na Itália Central. Por meio da análise da obra “Martirio di San Sebastiano” (1525), considerada obra-prima de Sodoma, destacamos o modo o artista constrói sua poética própria, conjugando o trabalho plástico com o vigoroso corpo clássico e a dramaticidade de uma espiritualidade atormentada.</p> Ricardo Marques Martins Copyright (c) 2022 Revista Visuais https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-12-06 2022-12-06 8 2 114 124 10.20396/visuais.v8i2.17441 Do mais recente ao mais antigo – In Memoriam Francisco Laranjo https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/17450 <p>Este artigo se relaciona com a poética do pintor Francisco Laranjo artista que cumpre uma exigência de rigor e depuração da própria linguagem pictural organizando as duas componentes direccionais da sua fundamentação estética: o caminho de dentro e os caminhos do exterior., através de uma resolução aguda e profundamente adequada ao seu desígnio estético e às condições de <em>práxis </em>artística. Regulariza a convergência opcional da sua via enquanto responde ao encaminhamento volcado para a sabedoria.</p> Maria de Fátima Lambert Copyright (c) 2022 Revista Visuais https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-12-06 2022-12-06 8 2 125 141 10.20396/visuais.v8i2.17450