Pode um museu de arte ter uma curadoria coletiva, feminista e descolonial?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/visuais.v6i2.14799

Palavras-chave:

Arte, Curadoria coletiva, Descolonialidade, Feminismo, Museu de Arte do Rio de Janeiro

Resumo

Neste artigo buscamos refletir sobre o processo coletivo de construção de uma exposição de arte no Museu de Arte do Rio – Mulheres na Coleção MAR –, em articulações que interconectam dimensões da arte e da política. Recorrendo a autoras/es que têm se dedicado aos estudos da descolonialidade e da descolonialidade de gênero, investigamos o processo de organização da mostra que propicia reflexões relevantes acerca das práticas curatoriais e das relações de poder nas estruturas e no funcionamento do museu de arte.

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Biografia do Autor

Luiz Sérgio da Cruz Oliveira, Universidade Federal Fluminense

Doutor em Artes Visuais (História e Teoria da Arte) pelo PPGAV da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Artista e Professor Titular de Artes/Poéticas Contemporâneas da Universidade Federal Fluminense. 

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Publicado

2020-12-09

Como Citar

OLIVEIRA, L. S. da C. Pode um museu de arte ter uma curadoria coletiva, feminista e descolonial?. Revista Visuais, Campinas, SP, v. 6, n. 2, p. 289–303, 2020. DOI: 10.20396/visuais.v6i2.14799. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/14799. Acesso em: 29 nov. 2022.