Afinal, a educação viaja bem?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rbec.v2i0.12229

Palavras-chave:

Educação comparada, Transferência cultural, Globalização, Professor

Resumo

O núcleo central da educação comparada (EC) é a alteridade. A disciplina desponta com os albores da globalização, em busca, inclusive, de experiências nacionais exitosas. Em um excurso histórico de mudanças em suas bases teóricas e metodológicas, certas tendências hoje acentuam a avaliação global comparada dos alunos e a transferibilidade mundial de experiências. Acusada de imperialismo cultural ou assumindo posições respeitosas das diferenças, a EC reconhece vantagens e limitações das transferências. Ao contrário da redução a números e fórmulas quase universais, é prudente perspectivar diversas dimensões, inclusive intranacionais, para separar o imanente às culturas do que lhes transcende. 

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Biografia do Autor

Candido Alberto Gomes, Universidade Portucalense Infante D. Henrique

Doutor em educação(Ph.D.) pela University of California, Los Angeles. Professor Catedrático do Instituto de Estudos Superiores de Fafe, Portugal.

Gabriela Sousa Rêgo Pimentel, Universidade do Estado da Bahia

Pós-Doutorado pela Universidade Católica do Salvador. Doutora em Educação pela Universidade Católica de Brasília. Professora Adjunta e Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC), da Universidade do Estado da Bahia.

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Publicado

2020-03-09

Como Citar

Gomes, C. A. ., & Pimentel, G. S. R. . (2020). Afinal, a educação viaja bem? . RBEC: Revista Brasileira De Educação Comparada, 2, e020001. https://doi.org/10.20396/rbec.v2i0.12229

Edição

Seção

Artigos