Vidas tangentes
Na imagem, há seis caixas de papelão com desenhos no fundo, dispostas em duas fileiras. Na fileira superior, a primeira caixa apresenta o desenho de uma árvore sem folhas, a segunda caixa apresenta uma tartaruga e a terceira caixa apresenta uma cadeira de rodinhas estofada. Na fileira inferior, a primeira caixa apresenta uma penteadeira com espelho de cabeça para baixo e as duas últimas caixas juntas formam o desenho de uma mesa de ponta cabeça. No canto superior direito, há o nome da revista e abaixo dele, a indicação de "10 anos". Na parte inferior, estão as informações sobre o volume e número da revista, bem como o ISSN.
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Palavras-chave

Indígenas
Fotografia
Rondônia

Como Citar

PEREIRA, Amanda Villa. Vidas tangentes: um “cotidiano contatado” como garantia para o isolamento. Proa: Revista de Antropologia e Arte, Campinas, SP, v. 9, n. 2, p. 290–299, 2019. DOI: 10.20396/proa.v9i2.17571. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/17571. Acesso em: 23 jul. 2024.

Resumo

Há mais de cinco séculos, os contínuos empreendimentos de dominação colonial do território brasileiro e da extração de seus recursos são responsáveis pelo contato e também pelo isolamento voluntário dos povos indígenas nestas terras. Enquanto alguns foram violentamente “atraídos” e “pacificados”, outros evitaram e evitam como puderam e podem qualquer tipo de relação com comunidades exógenas. Ilhados em rincões que ainda lhes permitem certa autonomia, aqueles grupos que optam pelo isolamento são muitas vezes, como no caso de que trato, protegidos pelas barreiras tangenciais, intencionais ou não, proporcionadas por seus vizinhos indígenas e pelas Frentes de Proteção Etnoambiental da Fundação Nacional do Índio. As fotografias contidas neste ensaio foram realizadas a partir de uma incursão de trabalho de campo no estado de Rondônia, entre os meses de julho e agosto de 2016. Com elas, pretendo descrever em imagens algumas das (não)relações que favorecem a existência de um povo do qual sequer se conhece a língua.

https://doi.org/10.20396/proa.v9i2.17571
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Referências

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