https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/issue/feed Proa: Revista de Antropologia e Arte 2022-05-27T19:36:43+00:00 Comitê Editorial proa@unicamp.br Open Journal Systems <p><strong>Escopo:</strong> A Proa: Revista de Antropologia e Arte é uma publicação semestral virtual, de acesso irrestrito, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (PPGAS – IFCH – Unicamp). Sua primeira edição foi publicada em agosto de 2009. <br /><strong>Qualis:</strong> B3<br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Sociais<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 2008<br /><strong>E-ISSN: </strong>2175-6015<br /><strong>Título abreviado</strong>: PROA: Rev. de Antrop. e Arte<br /><strong>E-mail</strong>: <a href="mailto:proa@unicamp.br" target="_blank" rel="noopener">proa@unicamp.br</a><br /><strong>Unidade</strong>: <a href="https://www.ifch.unicamp.br/" target="_blank" rel="noopener">IFCH</a><br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><img src="https://econtents.bc.unicamp.br/inpec//public/site/images/administrador/80x15_CC_BY3.png" /></p> https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16567 Um convite 2022-05-27T19:23:55+00:00 Amanda Gonçalves Serafim proa@unicamp.br João Henrique Custódio Paulino proa@unicamp.br Natalia Negretti proa@unicamp.br <p>O ensaio parte de dois feixes analíticos, um mais geral e circunscrito ao saber antropológico, sob o diálogo entre arte e antropologia, calcado através da trajetória de Mário de Andrade e os seus efeitos, os diálogos, ações e práticas que verberaram nas gerações sucessoras de antropólogas e antropólogos. O segundo enquadramento localiza as trajetórias de antropólogas, atrizes/atores, pesquisadores e docentes que se vincularam à Unicamp nos anos de 1970 e 1980, através das contribuições da relação entre arte e antropologia para o saber antropológico. Nesse sentido o ensaio e a exposição, realizada no âmbito das comemorações dos 50 anos de criação do Programação de Pós-Graduação em Antropologia Social, se voltam para o momento que em que as coisas e as ideias ganham sentido, através de uma imaginação cultural.</p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Amanda Gonçalves Serafim, João Henrique Custódio Paulino, Natalia Negretti https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16568 Sobre inícios 2022-05-27T19:36:43+00:00 Christiano Key Tambascia proa@unicamp.br Fabiana Bruno proa@unicamp.br Clarissa Reche Nunes da Costa proa@unicamp.br Gustavo Rossi proa@unicamp.br <p>Ensaio visual sobre a constituição do Departamento de Antropologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Christiano Key Tambascia, Fabiana Bruno, Clarissa Reche Nunes da Costa, Gustavo Rossi https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16563 O Círio de Igarapé Grande 2022-05-27T17:44:11+00:00 Inácio dos Santos Saldanha inaciosants@gmail.com <p>Este ensaio propõe uma conexão entre presente e passado através de uma etnografia realizada na comunidade ribeirinha de Igarapé Grande, nos anos de 2017 e 2018. Igarapé Grande está situada às margens do igarapé Bravo, no interior da ilha de João Pilatos, em Ananindeua, região metropolitana de Belém (Pará). Essa ilha, bem como as suas vizinhas, é pouco conhecida pela população da região metropolitana em território continental, a despeito da riqueza de suas histórias e costumes. Dentre eles, um em particular revela os usos e as significações dos espaços da ilha e da comunidade: o Círio de Nossa Senhora da Conceição, uma romaria criada em 1986 por Raimundo Nonato Ferreira Pantoja.&nbsp; O evento atravessa as florestas da ilha em uma trilha no segundo domingo de dezembro. São as fotografias de Raimundo Pantoja que servem de ponto de partida para este ensaio, como registros pessoais das edições do evento entre as décadas de 1980 e 1990. Seus registros expõem a intenção de explorar referenciais basilares da identidade dos ilhéus por meio de sua religiosidade. Assim, o rio, o trapiche, a trilha e a memória das famílias tornam-se o roteiro da procissão. Logo em seguida, reencontramos o Círio de Igarapé Grande em 2017 através do olhar etnográfico. Chegamos no porto da comunidade, nos deparamos com a Capela de Nossa Senhora da Conceição e as primeiras paisagens no caminho rumo à trilha percorrida pelos devotos. Novamente, os espaços estão sendo explorados de maneira a revelar a cosmovisão dos moradores.</p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Inácio dos Santos Saldanha https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16564 A viagem das almas 2022-05-27T18:06:04+00:00 Damián González Perez proa@unicamp.br <p>Nas comunidades indígenas do grupo étnico zapoteca localizadas na parte sul de Oaxaca, México, a crença é preservada de que o anima ou espírito do falecido viaja para a cidade de Mitla, um lugar com antecedentes pré-hispânicos localizado no centro de Oaxaca. Mitla é o lugar onde os animas moram, e parentes também viajam para lá para manter a comunicação com os mortos. Entretanto, durante os dias 1 e 2 de novembro, as famílias preparam altares, comida, bebida e música para receber de volta as almas, que vêm visitar para a festividade conhecida como "Todos Santos". Esta festa acontece ano após ano e reafirma os laços entre os vivos e as almas de seus parentes.</p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Damián González Perez https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16565 Aeroporto Charles Ficou [ACF] 2022-05-27T18:36:14+00:00 Diego Baffi proa@unicamp.br <p>O vídeo-ensaio <em>translata</em> o processo de criação e execução da intervenção urbana <em>site specific</em> Aeroporto Charles Ficou [ACF], realizada em Dublin, Irlanda, em 2018. A ação, desenvolvida como estudo de campo do autor durante seu doutoramento em teatro (UNIRIO/ULB), foi disparada por um conjunto de acidentes provocados direta ou indiretamente pela maior nevasca em 36 anos que surpreendeu o país naqueles dias. Vitimados por alguns desses acidentes e impedidos, por um <em>lockdown </em><span style="font-style: normal;">nacional</span><em>, </em><span style="font-style: normal;">de </span><span style="font-style: normal;">distanciar-se</span><span style="font-style: normal;"> d</span><span style="font-style: normal;">o lugar em que estava</span><span style="font-style: normal;">m</span><span style="font-style: normal;"> hospedado</span><span style="font-style: normal;">s, </span><span style="font-style: normal;">o autor e seu anfitrião, Charles, viram seus planos mudarem radicalmente. Aliando procedimentos performativos </span><span style="font-style: normal;">(em especial da intervenção urbana em arte)</span><span style="font-style: normal;"> a conhecimentos teórico-práticos oriundos das artes </span><span style="font-style: normal;">(cênicas, visuais </span><span style="font-style: normal;">e audiovisuais</span><span style="font-style: normal;">)</span><span style="font-style: normal;">, arquitetura, antropologia, história, psicologia e sociologia o autor apresenta neste vídeo-ensaio </span><span style="font-style: normal;">uma reflexão a cerca das possibilidades de acolhimento do potencial disruptivo de acidentes </span><span style="font-style: normal;">(entendido como um acontecimento imprevisto que nos toma de assalto)</span><span style="font-style: normal;"> e d</span><span style="font-style: normal;">os estranhamentos que desencadeia – </span><span style="font-style: normal;">nos confrontar com o imponderável, tanto no entorno, como também, em nós –</span><span style="font-style: normal;">, </span><span style="font-style: normal;">para a produção de ações urbanas performativas. </span><span style="font-style: normal;">A abordagem teórica desenvolve-se pelo </span><span style="font-style: normal;">trânsito</span><span style="font-style: normal;"> histórico-conceitual do </span><span style="font-style: normal;">estranho/estrangeiro </span><span style="font-style: normal;">a partir de</span> <span style="font-style: normal;">perspectivas diversas e complementares que corroboram para a defesa </span><span style="font-style: normal;">do acidente como viabilizador de novas e imprevisíveis sociabilidades.</span></p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Diego Baffi https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16557 Brasília Teimosa, de Bárbara Wagner, diante das tradições e tendências contemporâneas da fotografia documentária 2022-05-27T00:44:31+00:00 Cyro Almeida proa@unicamp.br <p>A pesquisa investiga a série de fotografias <em>Brasília Teimosa</em>, realizada entre 2005 e 2006, pela artista brasileira Bárbara Wagner. Situada na esfera da fotografia documentária, suas imagens colocam, de antemão, questionamentos a esse legado, utilizando-se da cor e da luz artificial, da performatividade dos personagens e da apropriação de fórmulas midiáticas para elaboração de retratos. Por isso examinei os modos pelos quais <em>Brasília Teimosa</em> afasta-se das tradições fotodocumentárias e em que medida dialoga com proposições contemporâneas dessa abordagem.</p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Cyro Almeida https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16558 Ossos do Ofício 2022-05-27T01:43:29+00:00 Yiftah Peled proa@unicamp.br Elaine de Azevedo proa@unicamp.br <p>O evento <em>Ossos do Ofício </em>realizado no espaço Contemporão SP, em setembro de 2019, apresentou um display com cães com nomes de artistas e proporcionou um encontro ao vivo entre cães e humanos. O evento oportunizou um encontro que será aqui discutido a partir da perspectiva da antropologia das multiespécies e da relação humano-canina. Uma breve discussão sobre humor e arte socialmente engajada também contribuem para a discussão.</p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Yiftah Peled, Elaine de Azevedo https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16559 Da Antropofagia aos cães sem plumas 2022-05-27T02:01:00+00:00 André Leal proa@unicamp.br <p>O presente artigo traça uma breve história da antropofagia cultural e seus desdobramentos na arte brasileira, entendendo-a como possível modo de produção artística que antecipa e afirma atuações contemporâneas globais. Ela seria, portanto, um ‘produto de exportação’ do Brasil para o mundo, como imaginado por Oswald de Andrade no Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924), algo reforçado nos movimentos neoconcreto e tropicalista das décadas de 1960 e 70 e na 24ª Bienal de Artes de São Paulo em 1998. Dentro das complexidades da formulação de uma identidade nacional brasileira apresentamos também a ideia mais recente dos ‘cães sem plumas’ de Moacir dos Anjos, faceta menos ‘solar’ da brasilidade, dando lugar aos marginalizados que Hélio Oiticica também já havia trazido à cena artística dentro de sua posição ética geral em relação à sociedade brasileira.</p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 André Leal https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16560 O espetáculo do constrangimento 2022-05-27T13:41:37+00:00 Wallace de Figueiredo proa@unicamp.br <p>Este artigo analisa a performance dos lutadores de MMA no documentário The Hurt Business (O Espetáculo da Dor). O texto apresenta a construção da identidade do lutador através do conceito de individualismo pensado por Gilberto Velho, e utiliza tanto a Jornada do Herói de Joseph Campbell quanto a ideia de constrangimento de Goffman para mostrar o sentido das construções narrativas após a derrota, fomentando no lutador motivos para uma busca incessante pela vitória.</p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Wallace Figueiredo https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16561 Fernanda Castro, uma fotógrafa paranaense na Primeira Mostra de Fotografia Latino Americana Contemporânea (1978) 2022-05-27T14:37:22+00:00 Heloisa Nichele proa@unicamp.br Ronaldo Corrêa proa@unicamp.br <p>Este texto reconstrói e analisa, de forma fragmentária, a participação da fotógrafa paranaense Fernanda Castro (1951) na <em>Primeira Mostra de Fotografia Latino Americana Contemporânea </em>(1978)<em>,</em> ocorrida na Cidade do México. A partir da documentação sobre o evento, fragmentos biográficos da artista e da leitura das duas imagens realizadas pela fotógrafa selecionadas para exposição, temos por objetivo mapear e interpretar as intencionalidades da proposta curatorial do evento, que tinha como premissa a formulação inaugural de uma identidade da fotografia latino americana. Para isso utilizamos o catálogo da <em>Mostra </em>e pesquisa no acervo da Hemeroteca Digital Brasileira. Por fim, entendemos que produzir, no presente, sentidos a partir de eventos, pessoas e espaços do passado se configura em uma estratégia de reparação a partir da qual é possível localizar trajetórias e representatividades de mulheres em acervos públicos e institucionais que narram a história da fotografia no Brasil, de forma mais estrita, e na América Latina.</p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Heloisa Nichele, Ronaldo Corrêa https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16562 O sagrado transgressor nos corpos incandescentes de Linn da Quebrada e Baco Exu do Blues 2022-05-27T17:33:39+00:00 Paola Lins de Oliveira proa@unicamp.br <p>O objetivo deste artigo é analisar a concepção de sagrado que emerge nos trabalhos de Linn da Quebrada e Baco Exu do Blues, artistas que vêm se destacando na cena contemporânea a partir da música, irradiando sua atuação também para a performance, o audiovisual, a moda, entre outras linguagens. Partindo de temas como o erotismo, a sexualidade, o segredo, assim como a apropriação impensada de elementos religiosos institucionalizados, como orixás e deuses, identifico os contornos de uma força transgressora, atraente e repulsiva, que compõe o sagrado na obra de Linn e Baco. Minha aposta é a de que, considerando as devidas diferenças entre artistas, seus trabalhos contestam as bases sociais que sustentam o racismo, o machismo e a Lgbtfobia, entendendo o sagrado hegemônico branco, masculino e heteronormativo como um dos seus pilares. Consequentemente, sua proposta produz uma concepção alternativa de sagrado em sintonia com a prática artística voltada para a resistência, a subversão e mudança da sociedade.</p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Paola Lins de Oliveira https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16566 O trabalho artístico no Brasil 2022-05-27T18:50:18+00:00 Jefferson Dantas proa@unicamp.br <p>Examino a dupla agenda dos trabalhadores da cultura e das artes, o enfrentamento ao vírus e ao pandemônio administrativo do governo Bolsonaro. Minudencio aspectos da conjuntura do coronavírus e características da cultura brasileira desde o impeachment de 2016 que reverberam fortemente no trabalho artístico. Evidencio a necessidade de visibilidade ao trabalho do artista e a luta contra a censura. A análise é feita a partir de estatísticas, notícias e legislações.</p> 2022-06-22T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Jefferson Dantas https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16554 Editorial 2022-05-26T20:07:36+00:00 Giovanna Paccillo proa@unicamp.br Jinx Vilhas Mauricio da Silva danielvilhas@gmail.com Gabriela Limão proa@unicamp.br Inácio dos Santos Saldanha proa@unicamp.br Isabela Cassis Augusto proa@unicamp.br Luiza Serber proa@unicamp.br Natalia Negretti proa@unicamp.br Ramón del Pino proa@unicamp.br <p>Editorial da Proa: Revista de Antropologia e Arte, v. 11, nº 2, 2021.</p> 2021-12-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 Giovanna Paccillo, Jinx Vilhas, Gabriela Limão, Inácio Saldanha, isabela Cassis, Luiza Serber, Natalia Negretti, Ramón del Pin