Inovação no setor público: identificando os laboratórios de inovação no Brasil e sua relação com a Agenda 2030 da ONU
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Palavras-chave

laboratórios de inovação
ODS
Brasil

Como Citar

ATANAZILDO LEME, Guilherme; PAVAN SERAFIM, Milena. Inovação no setor público: identificando os laboratórios de inovação no Brasil e sua relação com a Agenda 2030 da ONU. Seminários do LEG, Limeira, SP, n. 12, 2021. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/leg/article/view/4250. Acesso em: 25 jun. 2024.

Resumo

No Brasil, além do Governo Federal que possui o GNova, ENAP, parte dos governos estaduais possuem seus laboratórios de inovação, assim como os grandes municípios de regiões metropolitanas. A disseminação desses laboratórios (e, portanto, a disseminação de metodologias e práticas comuns) faz parte de um movimento mais amplo de reconhecimento de que as soluções e as alternativas convencionais estão estafadas, requerendo que os governos acolham movimentos de oxigenação, diante do aumento da complexidade das políticas públicas e dos anseios dos cidadãos, assim como de troca entre diferentes atores sociais.

Portanto, a pesquisa teve como objetivo realizar um mapeamento dos Laboratórios de Inovação do Setor Público (LISP) brasileiro, visando caracterizar suas estruturas, redes de interação, esforços, metodologias utilizadas, assim como a sua correlação e conformidade com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, firmados na Agenda 2030 da ONU.

Para mapeamento e caracterização dos LISP, a pesquisa dividiu-se em três etapas: 1) Revisão bibliográfica, acerca dos movimentos em prol da inovação em governos, experiências internacionais com LIS e suas contribuições para o cumprimento dos ODS; 2) Pesquisa documental, para mapeamento dos laboratórios públicos de inovação do Brasil, nas diferentes esferas (municipal, estadual e federal) e áreas de atuação (gestão pública, educação, justiça, etc.); 3) Aplicação de questionário eletrônico, para caracterização destes laboratórios e seus principais esforços empregados nos projetos desenvolvidos.

Como resultado parcial da pesquisa, dentre os 70 LISP identificados, 29 (41,4%) responderam ao questionário eletrônico, distribuídos entre as 3 esferas, tendo a esfera federal a maior quantidade de laboratórios (15). Além disso, suas estruturas organizacionais são predominantes no modelo Horizontal (18) e as ferramentas e métodos mais utilizadas no processo de ideação e gestão são: Design thinking; Brainstorming; Canvas; Design participativo; Design centrado no ser humano; Métodos ágeis; dentre outros.

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Copyright (c) 2021 Guilherme Atanazildo Leme, Milena Pavan Serafim

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