Fronteiras na arte. Arte a partir de fronteiras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/visuais.v8i2.17440

Palavras-chave:

Arte, Fronteiras, Descolonialidade

Resumo

Este trabalho quer demonstrar, a partir de um pensamento descolonizado sobre arte, cultura e produção de conhecimento – que tenho nominado de prática crítico-epistêmico biogeográfica fronteiriça – que para pensar, produzir e ensinar Arte a partir do pensamento descolonial existem duas formas básicas de se compreender fronteira. A primeira, fronteira como espaço geográfico em que foram situadas todas as produções de arte, culturas e conhecimentos não europeus/estadunidenses excluindo-os desses projetos. A segunda forma de fronteira está em compreender que é exatamente o lugar (biogeográfico) fronteiriço que faz erigir um pensamento outro de práticas culturais como produção de arte, cultura e conhecimentos alheios (desprendidos) das lógicas europeias e estadunidenses. Ambos pluralizados em seus diversos adjetivos. Imediatamente, ficará evidente que também falo biogeograficamente (a partir da fronteira) sobre artes com o corpo, a política, filosofia, pedagogia, economia, prática cultural, subjetividade, entre outras coisas, situados na fronteira epistêmica.

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Biografia do Autor

Marcos Antônio Bessa-Oliveira, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Doutor em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Campinas. Professor do Curso de Artes Cênicas e do Programa de Mestrado Profissional em Educação da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. 

 

 

 

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Publicado

2022-12-06

Como Citar

BESSA-OLIVEIRA, M. A. Fronteiras na arte. Arte a partir de fronteiras. Revista Visuais, Campinas, SP, v. 8, n. 2, p. 63–86, 2022. DOI: 10.20396/visuais.v8i2.17440. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/17440. Acesso em: 3 fev. 2023.