Presença e imaginário indígena na arte pública nas cidades capixabas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/visuais.v8i2.17438

Palavras-chave:

Arte pública, Ecossistema urbano, Arte capixaba, Povos originários, Arte indígena no Brasil

Resumo

Apresentam-se alguns aspectos da arte pública no estado do Espírito Santo, Brasil, vista a partir dos modos de representação e presença do imaginário étnico-racial no ecossistema urbano. Trataremos a figura dos povos originários do Brasil, os povos indígenas, partindo de um inventário imagético realizado nas 78 cidades do estado. Considera-se que os monumentos urbanos estão diretamente relacionados à memória social e à identidade coletiva de uma sociedade, com essa premissa, verifica-se a pouca representatividade dos povos originários na escultura pública capixaba. Identifica-se como a figura indígena é representada, evidenciando duas tendências: um branqueamento da figura, com padrões corporais típicos da escultura clássica de base europeia; de outro lado, representações estereotipadas desses povos originários. Em contraponto, destacaremos a única obra em que a representação física da obra tenta se efetivar a partir de uma presença formal de forte recorte étnico-racial.

           

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Biografia do Autor

Aparecido José Cirilo, Universidade Federal do Espírito Santo

Pós-doutor em Artes pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Professor Permanente do Mestrado em Artes e do Mestrado em Comunicação da Universidade Federal do Espírito Santo.

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Publicado

2022-12-06

Como Citar

CIRILO, A. J. Presença e imaginário indígena na arte pública nas cidades capixabas. Revista Visuais, Campinas, SP, v. 8, n. 2, p. 27–47, 2022. DOI: 10.20396/visuais.v8i2.17438. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/17438. Acesso em: 3 fev. 2023.