A planaridade na teoria modernista de Greenberg e seu paralelismo com a produção artística de Piet Mondrian e Lygia Clark

Autores

  • Bruno Henrique Fernandes Gontijo Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.20396/visuais.v8i1.16157

Palavras-chave:

Teoria modernista, Planaridade, Greenberg, Piet Mondrian, Lygia Clark

Resumo

Segundo Clement Greenberg (1960), é inerente à modernidade a realização de uma autocrítica pelo viés do interior, utilizando-se dos próprios meios do que está sendo criticado. O objetivo central do ensaio é correlacionar os conceitos desenvolvidos no artigo “Pintura Modernista”, de Greenberg, com a obra de Piet Mondrian e sua reverberação nos trabalhos da primeira fase de Lygia Clark. Através da ênfase na planaridade, presente tanto nas pinturas e teorias neoplásticas de Mondrian quanto nos quadros concretos de Clark, a arte pictórica utilizou seus próprios mecanismos para se alcançar uma “pureza” universal e refletir sobre a sua razão de existir.   

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Biografia do Autor

Bruno Henrique Fernandes Gontijo, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestrado em andamento no Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. 

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Publicado

2022-06-17

Como Citar

GONTIJO, B. H. F. A planaridade na teoria modernista de Greenberg e seu paralelismo com a produção artística de Piet Mondrian e Lygia Clark . Revista Visuais, Campinas, SP, v. 8, n. 1, p. 42–57, 2022. DOI: 10.20396/visuais.v8i1.16157. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/16157. Acesso em: 29 jan. 2023.