Espacialidades no cinema

corpos, movimentos e encruzilhadas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/visuais.v7i2.15980

Palavras-chave:

Espacialidades no cinema, Corpos, Movimento, Encruzilhada

Resumo

Na fábula utópica Space is the place (John Coney, 1974, EUA) Sun Ra e sua banda Arkestra realizam uma viagem intergaláctica, aportam na Terra, especificamente em Chicago e Oakland (Estados Unidos) e começam seu périplo de recrutamento de pessoas negras para um deslocamento físico e simbólico, com o objetivo de habitar outros territórios. Rodado e lançado no começo dos anos 1970, o filme teve pouca repercussão na época. Posteriormente, com o VHS e DVD, o filme tornou-se cult, passou a ser celebrado entre cinéfilos e críticos e tornou-se um dos ícones do afrofuturismo, termo cunhado por Mark Dery, nos anos 1990, “para tratar das criações artísticas que, por meio da ficção científica, inventam outros futuros para as populações negras atuais”. Retomo esse filme por sua constituição espaço-temporal e seus modos particulares de figuração, que chamam a atenção para articulações sonoro-topológico-mentais que resultam mais que liberdades formais, em modos de apreensão e constituição da imagem e do som, articulando percepções e sensações, em torno da construção dos sentidos do filme.

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Biografia do Autor

Gilberto Alexandre Sobrinho, Universidade Estadual de Campinas

Doutorado em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas com período sanduícheem University of London. Professor Livre-docente do Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação, no Instituto de Artes, da Universidade Estadual de Campinas.

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Publicado

2021-12-16

Como Citar

ALEXANDRE SOBRINHO, G. Espacialidades no cinema : corpos, movimentos e encruzilhadas . Revista Visuais, Campinas, SP, v. 7, n. 2, p. 1–8, 2021. DOI: 10.20396/visuais.v7i2.15980. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/visuais/article/view/15980. Acesso em: 3 dez. 2022.