Entre a floresta e o jardim

Alberto Carneiro e o amanho da terra

Palavras-chave: Escultura, Território, Natureza, Paisagem, Jardim

Resumo

Alberto Carneiro, Fernando Lanhas e Clara Menéres, abriram em Portugal, no Século XX, um campo de trabalho entre a arte e o território, definindo novas géneses artísticas a partir da natureza. Neste artigo, a obra de Carneiro, revela aproximações às acções artísticas que, a partir de uma nova atitude perante a natureza, informam sobre componentes intrínsecas da prática da arte e da escultura, através do território. Numa leitura do país, as obras em causa abriram caminho às gerações de artistas mais novos, em consonância com tendências internacionais contemporâneas. Pesquisando a paisagem, Carneiro associa a actividade de escultor com práticas da jardinagem e da horticultura, procura equivalências do sentir estético no vazio como forma de conhecimento e eternidade, entre a arte e o ritmo espontâneo da natureza, articulando a prática da escultura com problemas de espaço e construção e com um saber-fazer manual. Em cerca de quarenta anos, Portugal mudou radicalmente, esta obra   documenta-o  evocando o país rural (memória) e país actual (ausência).

Biografia do Autor

Susana Piteira, Universidade do Porto

Doutora em Espaço Público e Regeneração Urbana - Arte e Sociedade na Faculdade de Belas Artes pela Universidade de Barcelona. Assistente na Faculdade de Belas Artes pela Universidade do Porto.

Referências

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PITEIRA, Susana. Escultura y Territorio: Contradicciones, dialécticas, complicidades e interacciones. Algunos apuntes en Portugal. 2018. (Dissertação de Doutoramento). Barcelona, Espanha: Facultat de Belles Arts da Universitat de Barcelona.

SARDO, Delfim. A Visão em Apneia. Lisboa: Atena, 2011.

Publicado
2020-06-26
Como Citar
Piteira, S. (2020). Entre a floresta e o jardim: Alberto Carneiro e o amanho da terra. Revista Visuais, 6(1), 75-99. https://doi.org/10.20396/visuais.v6i1.13709