Análise do conceito de “jeitinho brasileiro” como mecanismo de proveito e suas desvantagens sociais

Autores

Palavras-chave:

Jeitinho brasileiro. Traços culturais. Cultura organizacional

Resumo

Este artigo trata de um traço cultural brasileiro conhecido como “jeitinho brasileiro” ou simplesmente “jeitinho” e de sua interface com a Administração Pública. O objetivo foi o de confrontar as visões de diferentes autores que já trataram do assunto e procurar entender se o jeitinho poderia ser considerado uma saída válida e aceitável para resolução de problemas dentro da Gestão Pública ou se, pelo contrário, poderia configurar-se como uma violação de um dos princípios da Administração Pública, o da impessoalidade. Foi realizado levantamento da literatura existente nas bases de dados do Portal Periódicos Capes, SciELO, Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), tendo sido aplicados os seguintes descritores: “jeitinho brasileiro”, “traços culturais”, “formalismo”. Alguns pontos positivos foram apontados pelos autores como relacionados à prática do jeitinho, tais como flexibilidade, criatividade, entre outros. Também alguns fatores negativos foram levantados, como a falta de objetividade e o caráter individualista do jeitinho. De uma forma geral, entendeu-se que o jeitinho pode ser considerado um produto do formalismo e, quando aplicado como mecanismo de resolução de problemas, pode caracterizar violação do princípio da impessoalidade, bem como pode encobrir a raiz dos problemas, uma vez que se ocupa de resolver situações pontuais.

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Biografia do Autor

Melissa Cristina Forato Souza, Universidade Estadual de Campinas

Possui Licenciatura em Letras pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP - 2010), Especialização em Gestão Empresarial (2013) pela Unisepe e Especialização em Gestão Pública (2015) pela UAB/UNIFESP. Atualmente, atua na Secretaria de Pós-graduação do Programa de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas - FCM/UNICAMP.

Gisele Nepomuceno Ferreira, Universidade Federal de São Paulo

Mestranda do curso de Desenvolvimento Humano: formação de Políticas e Práticas Sociais, pelo Programa de Pós-Graduação e Mestrado pela Universidade de Taubaté - UNITAU. Psicóloga, formada pela Universidade do Oeste de Santa Catarina ? UNOESC (2009), Pós- Graduada, especialista em Administração de Recursos Humanos pela Universidade do Oeste de Santa Catarina ? UNOESC (2011). Professora orientadora de TCC do curso de Pós Graduação em Gestão Pública da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. Idealizadora do Programa de desenvolvimento pré-profissional e Programa SER MAIS PROFISSIONAL, objetivando em nove eixos estruturantes auxiliar jovens na construção de sua identidade profissional, fortalecendo valores e desenvolvendo competências, a saber: - Eu e a minha imagem pessoal; - Eu e o comprometimento; - Eu, a Inovação e criatividade; - Eu e a liderança; - Eu e o Planejamento de carreira; - Eu e a Ética. Possui experiência na área de educação, capacitação, treinamento, recrutamento e seleção, avaliação psicológica, avaliação de desempenho, avaliação de potencial, dinâmicas de grupo, entrevista por competência. Realiza atividades e tem interesse, nos seguintes temas: Programa de Estágio, Orientação Profissional com Foco em carreira, capacitações comportamental de jovens, consultorias especializadas, além de ministrar palestras e Workshop.

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Publicado

2016-10-05

Como Citar

Souza, M. C. F., & Ferreira, G. N. (2016). Análise do conceito de “jeitinho brasileiro” como mecanismo de proveito e suas desvantagens sociais. Revista Saberes Universitários, 1(2), 47–64. Recuperado de https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/saberes/article/view/7221

Edição

Seção

Artigo