É o fluxo

“baile de favela” e funk em São Paulo

Autores

  • Thomaz Marcondes Garcia Pedro Universidade Anhembi Morumbi

DOI:

https://doi.org/10.20396/proa.v7i2.16801

Palavras-chave:

Funk, Fluxo, Cultura, Periferias

Resumo

O presente artigo vai tratar dos fluxos, encontros de jovens nas ruas das periferias de São Paulo para ouvir e dançar funk. Aproveitando dos possíveis sentidos semânticos das palavras fluidez e movimento que esse conceito possibilita, buscarei levantar algumas características dos fluxos e do funk em São Paulo para caracterizá-los como uma prática cultural das periferias. A partir de um relato de campo sobre a violenta repressão policial a um evento, buscarei compreender também o processo de criminalização dos bailes de rua, partindo da hipótese de que existam outros motivos além do incômodo que eles podem causar aos vizinhos.

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Biografia do Autor

Thomaz Marcondes Garcia Pedro, Universidade Anhembi Morumbi

Graduado em Comunicação e Multimeios pela PUC-SP. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, concluiu dissertação de mestrado na área de Cultura e Ambientes Midiáticos, com bolsa CNPq, sob orientação de Amálio Pinheiro. Docente na Universidade Anhembi Morumbi, no curso de Rádio e TV. Atua profissionalmente também na área de audiovisual.

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Publicado

2022-09-21

Como Citar

PEDRO, T. M. G. É o fluxo: “baile de favela” e funk em São Paulo. Proa: Revista de Antropologia e Arte, Campinas, SP, v. 7, n. 2, p. 115–135, 2022. DOI: 10.20396/proa.v7i2.16801. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/proa/article/view/16801. Acesso em: 9 fev. 2023.

Edição

Seção

Dossiê

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