Antropologia, ciência e política

situação de perícia e etnologia indígena na Amazônia e no Nordeste

Autores

  • Sidnei Clemente Peres Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.20396/maloca.v4i00.15120

Palavras-chave:

Nordeste, Amazônia, Povos Indígenas, Etnologia, Território

Resumo

O debate público em torno da demarcação das terras indígenas alçou um nível de qualidade acadêmica que permitiu ao antropólogo contribuir com a sua competência profissional, exercendo sua responsabilidade social. A antropologia pode contribuir com a formação e melhoria da esfera pública, afirmando a sua competência e qualidade acadêmica, como no caso dos laudos, cuja força política e fundamentação científica estão entrelaçados. Pretendo abordar as relações entre teoria e método antropológicos e a elaboração de laudos, a partir da minha experiência como antropólogo-coordenador de equipes de identificação de terras indígenas no Nordeste (no estado da Paraíba) e na Amazônia (no Médio Rio Negro). 

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Biografia do Autor

Sidnei Clemente Peres, Universidade Federal Fluminense

Professor Titular do Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) e do Departamento de Sociologia e Metodologia das Ciências Sociais (GSO) da Universidade Federal Fluminense (UFF).

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Publicado

2021-08-13

Como Citar

PERES, S. C. . Antropologia, ciência e política: situação de perícia e etnologia indígena na Amazônia e no Nordeste. Maloca: Revista de Estudos Indígenas, Campinas, SP, v. 4, n. 00, p. e021013, 2021. DOI: 10.20396/maloca.v4i00.15120. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15120. Acesso em: 5 dez. 2022.

Edição

Seção

Dossiê "Etnologia transversa entre a Amazônia e o Nordeste"