Maloca: Revista de Estudos Indígenas https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca <p>A <strong>Maloca</strong> - <em>Revista de Estudos Indígenas, </em>do Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena, é uma iniciativa do corpo discente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UNICAMP e intenciona divulgar os resultados de pesquisas sobre temas caros às questões ameríndias. Em especial, pretende desenvolver um foro de diálogo transdisciplinar que promova o intercâmbio de ideias e permita o aprofundamento de conteúdos, teorias e metodologias no campo dos estudos indígenas. Particularmente, busca-se atrair e publicar pesquisas de pós-graduação, permitindo circular a diversidade de enfoques que se multiplicam nos programas de formação em torno de temas indígenas, tanto no Brasil como nos demais países americanos.<br><strong>Qualis</strong>: Em curso<br><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br><strong>Ano de fundação</strong>: 2018<br><strong>E-ISSN</strong>: 2675-3111<br><strong>Título abreviado</strong>: Maloca: Rev. Est. Indig.<br><strong>E-mail</strong>:&nbsp; <a href="mailto:arianne.lovo@gmail.com" target="_blank" rel="noopener">arianne.lovo@gmail.com</a><br><strong>Unidade</strong>: IFCH<br><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br><a title="CC BY NC SA" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/4.0/80x15.png" alt="Creative Commons License"></a></p> Universidade Estadual de Campinas pt-BR Maloca: Revista de Estudos Indígenas 2675-3111 Dossiê 50 anos de história do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Estadual de Campinas https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/16687 <p>Com grande alegria, a Revista Maloca oferece a publicação de um dossiê em comemoração à história do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Estadual de Campinas (PPGAS/Unicamp), que em 2021 completou 50 anos de existência.</p> Fernanda Borges Henrique Janaina Tatim João Roberto Bort Jr. Karine Assumpção Veronica Monachini de Carvalho Copyright (c) 2022 Fernanda Borges Henrique, Janaina Tatim, João Roberto Bort Jr., Karine Assumpção, Veronica Monachini de Carvalho https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-07-19 2022-07-19 5 e022005 e022005 10.20396/maloca.v5i00.16687 O fundo Roberto Cardoso de Oliveira e as várias histórias da antropologia no Brasil https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15813 <p>Roberto Cardoso de Oliveira foi um dos mais destacados antropólogos brasileiros, atuou na criação dos primeiros Programas de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) e desenvolveu uma série de pesquisas e de projetos que marcaram o desenvolvimento da disciplina no país. Seu acervo documental foi doado na década de 1980, período de plena atuação profissional, para que pudesse ser acessado e que pudesse contribuir com pesquisas interessadas na história da antropologia na segunda metade do século XX. O presente artigo visa apresentar as potencialidades desses documentos que vão além de uma análise de trajetória de seu produtor. Essa iniciativa foi produzida à luz das comemorações dos 50 anos do PPGAS da Unicamp, instituição que acolheu Cardoso de Oliveira por mais de dez anos e que hoje guarda seu acervo através do Arquivo Edgard Leuenroth.</p> Amanda Gonçalves Serafim Copyright (c) 2022 Amanda Gonçalves Serafim https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-04-14 2022-04-14 5 e022002 e022002 10.20396/maloca.v5i00.15813 Raízes históricas das organizações indígenas no Brasil https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15787 <p>Em comemoração aos 50 anos do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/Unicamp), o comitê editorial da Maloca - Revista de Estudos Indígenas publica este artigo em que John Manuel Monteiro (1956-2013) apresenta sua interpretação histórica sobre as novas formas indígenas de liderança e ação política.</p> John Manuel Monteiro (in memoriam) Copyright (c) 2022 John Manuel Monteiro (in memoriam) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-05-01 2022-05-01 5 e022003 e022003 10.20396/maloca.v4i00.15787 Memórias da fundação do Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena (CPEI) https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15899 <p>Os relatos que seguem foram gentilmente elaborados por docentes que fizeram parte da trajetória da fundação do Centro de Pesquisa em Etnologia Indígena (CPEI), na Universidade Estadual de Campinas, (UNICAMP), em meados da década de 1990. Partindo de uma perspectiva pessoal, suas memórias dão lastro para que os/as interessados/as vislumbrem, por sua vez, o contexto dos primeiros anos dessa instituição acadêmica. Entrevem-se aspectos das condições históricas que permearam sua fundação, os interesses e projetos que fizeram parte do princípio de sua história, bem como as relações e pessoas que colaboraram na consolidação desse centro de pesquisa.</p> Regina Muller Robin Michel Wright Vanessa Rosemary Lea Wilmar Rocha D’Angelis Copyright (c) 2022 Regina Muller, Robin Michel Wright, Wilmar Rocha D’Angelis https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-05-11 2022-05-11 5 e022004 e022004 10.20396/maloca.v5i00.15899 Cotas no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15956 <p>O objetivo deste documento é apresentar as vozes das pessoas que lutaram pelas ações afirmativas no Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS/UNICAMP) e as vozes das pessoas que foram beneficiadas pelas cotas étnico-raciais implementadas em 2015 com a primeira turma em 2016. Longe de construir uma análise teórica sobre a política de cotas no país, este texto busca evidenciar narrativas críticas pessoais e coletivas que nos ajudam a pensar os caminhos do programa na luta antirracista.</p> Chryslen Mayra Barbosa Gonçalves Mayra Luz Alvarado Davila Copyright (c) 2022 Chryslen Mayra Barbosa Gonçalves, Mayra Luz Alvarado Davila https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-04-14 2022-04-14 5 e022001 e022001 10.20396/maloca.v5i00.15956 Yvoty https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15503 <p><em>Yvoty</em> ou <em>poty</em> são variações de um termo utilizado pelos povos de língua guarani para se referir às flores, que têm grande centralidade em seus mundos e em seu pensamento. Produzido durante uma viagem a campo em uma aldeia guarani na Serra do Mar (SP), a Terra Indígena Ribeirão Silveira, este ensaio fotográfico busca traduzir em imagens parte da experiência etnográfica junto aos Guarani, às flores e plantas – marcada por caminhadas através da Mata Atlântica, visitas a casas e viveiros, além de conversas, entrevistas e reuniões. É por meio do “silêncio eloquente das imagens” (Caiuby Novaes, 2014), apresentadas em pranchas com sobreposições e entremeadas por legendas etnográficas, que enfocamos os saberes e fazeres guarani em relação às espécies da flora presentes nessa aldeia, derivados de suas relações de respeito e cuidado com <em>ija kuery</em>, os espíritos-donos</p> Tatiane Klein Karen Shiratori Tatiana Amaral Copyright (c) 2022 Karen Shiratori, Tatiane Klein, Tatiana Amaral https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-07-29 2022-07-29 5 e022011 e022011 10.20396/maloca.v5i00.15503 Temporalidades Vegetais https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/16092 <p>Esse artigo se volta ao modo como espécies vegetais produzem múltiplas temporalidades entre os Wajãpi, um povo ameríndio que habita a amazônia brasileira. Inpirado por uma análise antropológica não-antropocêntrica ou por “uma antropologia para além do humano”, o artigo é uma exploração etnográfica sobre como os Wajãpi percebem as dimensões concretas e sensíveis de certas plantas, e como eles as compreendem como sujeitos, em um processo que produz diferentes tempo-espaços. Também demonstra como certos conceitos são centrais nesse processo, tais como as ideias de ciclo de vida, maturação e morte, o que conduz a noções como as de co-temporalidade e a diferença entre grupos e indivíduos.</p> Joana Cabral de Oliveira Copyright (c) 2022 Joana Cabral de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-07-20 2022-07-20 5 e022007 e022007 10.20396/maloca.v5i00.16092 Vozes Vegetais https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15800 <p>Resenha do livro Vozes Vegetais: <span class="TextRun BCX8 SCXW256982011" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun BCX8 SCXW256982011">diversidade, resistências e histórias da floresta, </span></span><span class="TextRun SCXW256982011 BCX8" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW256982011 BCX8">organizado por Joana Cabral de Oliveira et. al..</span></span></p> Bruno Campelo Pereira Copyright (c) 2022 Bruno Campelo Pereira (Resenhista) https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-05-23 2022-05-23 5 e022010 e022010 10.20396/maloca.v5i00.15800 Quando jaboti inventou a vagina https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15835 <p>Antes, não havia vaginas. O artigo vai narrar um episódio contado a mim por um velho da etnia Araweté, povo que fala um idioma da matriz Tupi-Guarani, habitante do Médio Xingu. Nele, o jaboti mítico trouxe as vaginas do poente, dando origem às mulheres e ao sexo. Abordarei, a seguir, a necessidade de ingerir a infusão de <em>iwirara</em> após a menarca, relacionando este momento com outras duas ocasiões de abertura corporal: o parto e o homicídio (quando ainda se faziam guerras). Tratarei, enfim, do estado de abertura que constitui o corpo feminino, e, enfim, em que sentido um corpo aberto engendra brechas para comunicação com outras agências do cosmos.</p> Camila Becattini Pereira de Caux Copyright (c) 2022 Camila Becattini Pereira de Caux https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-07-28 2022-07-28 5 e022006 e022006 10.20396/maloca.v5i00.15835 Superfluidade de gênero https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15943 <p>Esse artigo propõe uma revisão analítica sobre a forma como o gênero foi descrito na etnologia indígena se apoiando fortemente nos conceitos de divisão sexual do trabalho, da complementariedade dos sexos, da heterossexualidade e do casamento. Nossa intenção é evidenciar aquilo que vemos como os pressupostos analíticos nessas descrições: o feminismo social-marxista e a teoria da aliança. Em seguida, mobilizamos o conceito de suplementação para apontar outras possibilidades de se pensar gênero na Amazônia indígena.</p> <p> </p> Fabiana Maizza Bru Pereira Copyright (c) 2022 Fabiana Maizza, Bru Pereira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-05-26 2022-05-26 5 10.20396/maloca.v5i00.15943 A gigante da floresta https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15803 <p>Numa narrativa livre e em primeira pessoa, este texto conta a história do encontro de um antropólogo com a batata mairá (Casimirella sp), uma gigante tuberosa amplamente distribuída e utilizada no passado pelos grupos indígenas na Amazônia. A narrativa tem como ponto de partida a realidade etnográfica de grupos no Médio Rio Purus, e logo ampliada para outras regiões. A história desemboca, por fim, na problematização de temas como coleta, domesticação e o abandono da planta pelos grupos.</p> Gilton Mendes dos Santos Copyright (c) 2022 Gilton Mendes dos Santos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-07-20 2022-07-20 5 e022008 e022008 10.20396/maloca.v5i00.15803 A retomada da cerâmica Xakriabá: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15840 <p>O objetivo deste artigo é focalizar o trabalho dos artistas Xakriabá com a cerâmica. Buscamos observar, além da produção, também a circulação das peças e dos saberes produzidos a partir da retomada da cerâmica, entre os diferentes lugares das aldeias, destacando sua importância e conferindo seu lugar na vida cotidiana deste povo indígena no norte do estado de Minas Gerais. Espera-se, com isso, problematizar os modos de conhecimento por meio da experimentação prática dos ceramistas com o barro das aldeias e de seu engajamento com múltiplas matérias-primas, objetos, ferramentas e relações que tornam a arte ceramista uma atividade sumamente complexa, embebida em ricas interações entre seres humanos e não humanos locais e de grande valor para a história e a sociabilidade dos Xakriabá contemporâneos. O artigo põe em relação a dimensão ecológica do pensamento contemporâneo de Tim Ingold – em particular, sua concepção de conhecimento que articula modos sensíveis e o ambiente – e a experiência dos artistas Xakriabá com a cerâmica.</p> Cássio Alexandre da Silva Fabiano Jose Alves de Souza Felipe Vander Velden Vanginei Leite da Silva Copyright (c) 2022 Cássio, Fabiano, Felipe, Ney Xakriabá https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-08-30 2022-08-30 5 e022013 e022013 10.20396/maloca.v5i00.15840 Una intimidad humano-vegetal después del contacto https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15757 <p>Nos últimos anos temos visto um número crescente de estudos dedicados à relação entre humanos e plantas entre os povos ameríndios. Uma característica compartilhada por esses trabalhos é o objeto de estudo, a saber, as plantas nativas, sejam elas plantas cultivadas ou plantas mestras. O encontro colonial, no entanto, fez surgir um conjunto de plantas nativas de outras partes do globo que foram incorporadas às terras indígenas. Neste artigo procuro descrever a incorporação da banana (musa x paradisíaca) no sistema pessoal e familiar dos indígenas <br />kichwa do Departamento de San Martín a partir de várias dimensões que constituem um “devir-com” que os torna companheiros.</p> Julian Moraga Copyright (c) 2022 Julian Moraga https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-09-12 2022-09-12 5 e022016 e022016 10.20396/maloca.v5i00.15757 Floresta, memórias bioculturais e resistência territorial https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15793 <p>O artigo foi semeado junto aos povos Kaiowá e Guarani como parte de um processo de aprendizado e caminhada conjunta. Nesse entretecer de reflexões coletivas, o objetivo do artigo foi compreender as relações entre esses povos e a floresta como dimensão da memória, da cosmopolítica e da ecologia política. E, por outro lado, refletir sobre os conflitos socioambientais e as esferas da resistência frente ao agronegócio. A metodologia foi pautada na abordagem qualitativa, articulando a revisão narrativa focada na produção acadêmica kaiowa e guarani com entrevistas semiestruturadas junto a companheiros de tekoha<br />(territórios ancestrais/onde ‘se é’) distintos. A memória biocultural e a espiritualidade são elementos imprescindíveis para a autodefesa dos territórios e para a recomposição da Ka’aguy rusu, além de serem fonte da autonomia e da luta anticolonial.</p> <p> </p> Gislaine Monfort Helbia da Silva Ortiz Laura Gisloti Copyright (c) 2022 Gislaine Monfort, Helbia da Silva Ortiz, Laura Gisloti https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-08-17 2022-08-17 5 e022015 e022015 10.20396/maloca.v5i00.15793 Alimentação na floresta https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15822 <p>Os Baniwa, habitantes do rio Içana, região do Alto Rio Negro, são exímios conhecedores do uso de diversas plantas da floresta. A caminho da roça ou em dias de pescaria, atravessam caminhos terrestres ou aquáticos,<br />onde encontram diversos frutos que são consumidos diretamente e outros que precisam de algum tipo de preparo culinário para o consumo. O artigo apresenta um levantamento de 62 plantas frutíferas, entre espécies e variedades, organizadas a partir das classificações nativas, mas também dialogando com a ecologia histórica, endossando que a biodiversidade da Amazônia está diretamente associada às práticas de manejo indígenas. Os processos técnicos associados aos frutos são descritos detalhadamente a fim de evidenciar a riqueza intelectual e a prática imbricada no âmbito do manejo ecológico e da alimentação. O consumo dos produtos da floresta não está, entretanto, à disposição dos humanos e desconectado de relações. Dentro da mata, assim como dentro do rio e dos igapós, habitam seres mais que humanos, donos dos lugares que possuem uma relação de animosidade cosmológica com os humanos. Na relação triádica entre humanos, plantas e donos, encontramos uma predação vegetal. A fim de evitar contaminações e ataques nos corpos humanos, é preciso adotar condutas de precaução.</p> Lorena França Francineia Fontes Copyright (c) 2022 Lorena França, Francineia Fontes https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-07-20 2022-07-20 5 e022009 e022009 10.20396/maloca.v5i00.15822 Roçando caminho e semeando paisagem https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/15889 <p style="font-weight: 400;">A Ecologia Histórica se tornou uma linha de pesquisa fértil para pensar a interação entre humanos, plantas, animais e paisagens. Somando aos esforços nesse sentido, trago o caso dos indígenas em isolamento na Terra Indígena Massaco-RO e as compreensões a seu respeito a partir dos vestígios encontrados em expedições de fiscalização. Apoiado na ideia de uma recusa à agricultura “antineolítica” (Otto, 2016) como uma escolha de perda vantajosa (Levi-Strauss, 2005), e buscando uma saída ao binômio “esquecimento” <em>vs.</em> “abandono situacional” (Santos, 2016), este texto versa sobre as inscrições que os deslocamentos imprimem nas paisagens, ao mesmo tempo em que o faz naqueles que se deslocam, chamando a atenção para possíveis práticas cultivares ocultas à primeira vista.</p> Amanda Villa Pereira Copyright (c) 2022 Amanda Villa Pereira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2022-07-20 2022-07-20 5 e022012 e022012 10.20396/maloca.v5i00.15889