Eletroforese capilar

Autores

  • Sonia Claudia do Nascimento de Queiroz Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Química
  • Isabel Cristina Sales Fontes Jardim Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/chemkeys.v0i8.9649

Palavras-chave:

Eletroforese capilar. Capilares. Detectores. Fluxo eletroosmótico. Difusão molecular.

Resumo

O fenômeno denominado eletroforese é definido como sendo a migração de espécies carregadas eletricamente, que ocorre quando as mesmas são dissolvidas ou suspensas em um eletrólito, através do qual uma corrente elétrica é aplicada [1]. Esta técnica de separação foi desenvolvida pelo químico Arne Tiselius para o estudo de proteínas em soro [2] e por este trabalho ele ganhou o prêmio Nobel em 1948. Este método, denominado solução livre, era bastante limitado devido à instabilidade do aparelho, e mais significativamente, pelos efeitos de difusão e aquecimento gerados pelo campo elétrico, os quais comprometiam a resolução (a separação) dos compostos. Estes efeitos foram minimizados com a introdução de suporte (gel ou papel) que ajudou a conter o movimento livre dos analitos, de forma que o efeito da difusão fosse diminuído. Entretanto este sistema oferecia um baixo nível de automação, tempos de análise longos e após a separação a detecção era feita visualmente. A eletroforese capilar (EC) é uma técnica que foi introduzida em 1981, por Jorgenson e Lukacs [3] e tem sido aceita cada vez mais, como um importante método analítico. Em sua forma mais simples a EC é uma aproximação da técnica original, descrita por Tiselius, porém emprega-se um tubo capilar, preenchido com um eletrólito, conforme o próprio nome sugere.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Sonia Claudia do Nascimento de Queiroz, Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Química

Instituto de Química 

Isabel Cristina Sales Fontes Jardim, Universidade Estadual de Campinas

Instituto de Química

Referências

Heiger, D. N., “High Performance Capillary Electrophoresis”, Hewlett Packard Company, Publication Number 12-5091-6199E, 1997.

Tiselius, A., “The Moving-Boundary Method of Studying the Electrophoresis of Proteins”, Tese de Doutorado, University of Uppsala, Suécia, 1930.

Jorgenson, J. W.; Lukacs K. D., “Zone Electrophoresis in Open-tubular Glass Cappilaries”, Anal. Chem., 1981, 53:1298.

Skoog, D. A.; Holler, F. J.; Nieman T.A., “Principes of Instrumental Analysis”, Saunders College Publishing, Philadelphia, 1998.

Settle, F., “Handbook of Instrumental Techniques for Analytical Chemistry”, Prentice-Hall International Inc., New Jersey, 1997.

Li, S. F. Y., “Capillary Electrophoresis. Principles, Practice and Applications”. J Chrom Libr, 1992, 52:1.

Grossman, P. D.; Colburn. J. C., “Capillary Electrophoresis. Theory and Practice”, Academic Press Inc., San Diego - California, 1992.

Tavares, M. F. M, “Mecanismos de Separação em Eletroforese Capilar”, Quím. Nova, 1997, 20: 493- 511.

Downloads

Publicado

2018-09-17

Como Citar

1.
de Queiroz SC do N, Jardim ICSF. Eletroforese capilar. Rev. Chemkeys [Internet]. 17º de setembro de 2018 [citado 18º de outubro de 2021];(8):1-9. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/chemkeys/article/view/9649

Edição

Seção

Química Analítica