Imparcialidade, deveres e riscos da atividade científica: apontamentos do princípio à Covid-19

Autores

  • Noan Sallati

Palavras-chave:

neutralidade, imparcialidade, atividade científica

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo, através de breve revisão da literatura, discutir sobre a imparcialidade no pensamento científico, buscando entender sua ocorrência e seus limites. Atrelado ao tema da neutralidade, discute-se questões integradoras: o equívoco de se considerar uma verdade como imutável e absoluta, e, consequentemente, a necessidade e vantagens de uma ciência aberta a críticas e apontamentos sobre seus estudos, apresentando como exemplo aplicado a conjuntura da Covid-19 no Brasil.

Em suma, para além da necessidade de consideração da ciência, destaca-se que a absorção de juízos é um ato saudável e necessário para a atividade científica, em virtude da sua inerente parcialidade, e também na busca de seu devido aperfeiçoamento. A própria ideia de conhecimento envolve, em princípio, a possibilidade de que revelar-se-á ter sido um equívoco. Uma ciência aberta ao debate, receptiva quanto a julgamentos e considerações sobre seu conteúdo é essencial e representa benefícios para toda a coletividade, principalmente no advento de períodos em que a mesma assume ampla importância e destaque, atuando como propulsora e norteadora dos avanços tecnológicos, e no progresso dos mais variados campos do conhecimento, como por exemplo, nos relacionados a saúde.

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Publicado

2021-11-17

Como Citar

SALLATI, N. Imparcialidade, deveres e riscos da atividade científica: apontamentos do princípio à Covid-19. Seminários do LEG, Limeira, SP, n. 12, 2021. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/leg/article/view/4252. Acesso em: 30 jan. 2023.

Edição

Seção

Resumos