A assimetria da China no BRICS
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Palavras-chave

Brics
NBD
ACR
Economia chinesa

Como Citar

RIBEIRO, Jackson Silva. A assimetria da China no BRICS . Seminário Pesquisar China Contemporânea, Campinas, SP, n. 4, p. 30, 2021. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/chinabrasil/article/view/3503. Acesso em: 22 jun. 2024.

Resumo

A expressão BRIC tem origem peculiar. Ela nasceu de um documento do banco de investimentos Goldman Sachs, de autoria do economista Jim O’Neill, em 2001. A referência era Brasil, Rússia, Índia e China, países da periferia e semiperiferia que se colocavam cada vez com mais peso no sistema mundial. Em 2011 a África do Sul aderiu ao grupo, assim, a letra S – de South Africa – foi integrada ao acrônimo, tornando-se BRICS. BRICS é uma expressão da multipolarização da ordem internacional, ou uma nova bipolarização, dado o dinamismo da economia chinesa. A condição relativa de superpotência hegemônica dos EUA vem paulatinamente perdendo impulso, principalmente no que tange à sua proporção no PIB mundial. A ascensão econômica da China é um dos principais fatores dessa perda. Alguns acontecimentos do século XXI demonstram como, cada vez mais, o mundo caminha para uma multipolarização, apesar de os EUA manterem em alguns aspectos, superioridade absoluta, como na seara militar. Justamente por esse motivo, ao tratar de BRICS, se faz necessário enfatizar e ressaltar a grande assimetria de capacidade da China – em termos econômicos e de inserção internacional – diante dos outros países que compõem o grupo. O BRICS é de grande importância para a China em termos de inserção internacional, pois permite que Pequim conteste a ordem internacional liderada pelos EUA de modo pacífico, não direto e dentro das regras das economias de mercado. Isso é fundamental para o país e seu planejamento de ascensão na cena mundial harmoniosa da forma menos conflituosa possível. A visão exposta por Pequim é que há um desequilíbrio em favor dos países ricos, e que isso deve ser corrigido. Assim, essas iniciativas de cooperação capitaneadas pela China, além do BRICS e outros países emergentes, visam justamente lançar bases para uma multipolarização da ordem internacional. A China assim, vai aumentando a sua influência e ainda satisfaz uma demanda crescente por infraestrutura e projetos de desenvolvimento econômico. Exemplo disso foi a criação Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e do Arranjo Continente de Reservas (ACR). Essas duas novas instituições financeiras criadas pelo BRICS possibilitou uma maior solidez para essa articulação político-diplomática. Por sua capacidade econômica, Pequim vem ampliando seu papel financiador ao redor do globo.

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