Narrativas da floresta

Autores

  • Daphne Lourenço Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.20396/maloca.v4i00.13834

Palavras-chave:

Saúde indígena, Interculturalidade em saúde, Coronavírus, Morte

Resumo

Eu sou Daphne Lourenço, médica de família e comunidade, carioca, que veio para o Parque Indígena Xingu, localizado no estado do Mato Grosso, para trabalhar no enfrentamento da pandemia de Covid-19. Os relatos a seguir são referentes a experiências em diferentes aldeias do Alto Xingu, porção sul do território, área onde o vírus entrou no parque e se espalhou rapidamente. Por conta da precária rede de atenção à saúde nessa região do país e situações de preconceito contra os indígenas vividas nos hospitais das cidades do entorno do parque, a maioria dos pacientes optou por não sair da aldeia quando doentes, independente da gravidade. Dentro das aldeias os recursos são limitados, temos acesso ao oxigênio e algumas medicações venosas, mas em alguns casos não foram suficientes. Usar o EPI completo e lavar as mãos constantemente também são grandes desafios. O calor e a pouca disponibilidade de água encanada por perto são barreiras no dia a dia. Compartilho um pouco dos meus sentimentos com vocês.

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Biografia do Autor

Daphne Lourenço, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Médica de família e comunidade.

Referências

O conteúdo é autoral.

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Publicado

2021-05-09

Como Citar

LOURENÇO, D. Narrativas da floresta. Maloca: Revista de Estudos Indígenas, Campinas, SP, v. 4, n. 00, p. e021004, 2021. DOI: 10.20396/maloca.v4i00.13834. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/maloca/article/view/13834. Acesso em: 4 dez. 2022.

Edição

Seção

Dossiê "Pandemia de Covid-19 e outros mundos possíveis"