Banner Portal
Teoria da dissociação-valor
PDF

Palavras-chave

Roswitha Scholz
Crítica do valor
Dissociação-valor

Como Citar

MENEGATTI, Jéssica Cristina Luz. Teoria da dissociação-valor: análise da mercadoria e hierarquia sexual. Cadernos Cemarx, Campinas, SP, n. 10, p. 113–130, 2018. DOI: 10.20396/cemarx.v0i10.10923. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/cemarx/article/view/10923. Acesso em: 16 jun. 2024.

Resumo

Este artigo expõe a teoria da dissociação-valor, da filósofa alemã Roswitha Scholz, que se baseia na crítica marxista do valor para entender a inferioridade da mulher como intrínseca à consolidação da forma-mercadoria. A evolução do patriarcado produtor de
mercadorias se deu numa divisão de trabalho em que homens ficaram responsáveis pela esfera pública da produção social, enquanto mulheres pela esfera privada da reprodução, o que também representou uma divisão psicossocial e cultural-simbólica: aspectos relacionados à reprodução, os sentimentos, o “amor” e o cuidado, foram atribuídos às mulheres, como atividades inferiores, enquanto aspectos necessários
à realização do valor, como força física e mental, racionalidade instrumental, destinados aos homens como representantes de uma realização social superior. Este artigo expõe brevemente a análise histórica empreendida por Scholz, destacando ainda aspectos contemporâneos da dissociação, visando, ainda, demonstrar o quanto a análise da teoria crítica de Scholz é útil para a construção de uma militância feminista interseccional que não se distancie da crítica do capital como gerador e mantenedor de desigualdades.

https://doi.org/10.20396/cemarx.v0i10.10923
PDF

Referências

FREUD, S. Um caso de histeria, Três ensaios sobre a teoria da sexualidade e outros trabalhos, ESB, vol. VII. Rio de Janeiro: Editora Imago, 1996.

FREUD, S. O mal-estar na civilização. Rio de Janeiro: Editora Imago, 1970.

KURZ, R. “Dominação sem sujeito: sobre a superação de uma crítica social redutora”. Krisis, Berlim, n. 13, dezembro 1993. Disponível em: http://www.obeco-online.org/rkurz86.htm. Acesso em maio de 2017.

KURZ, R. “A ruptura ontológica”. In: CEVASCO, M. E. e OHATA, M. (Org.). Um crítico na periferia do capitalismo. Refl exões sobre a obra de Roberto Schwarz. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

MARX, K. O capital. 6 volumes. São Paulo: Abril Cultural, 1983. MEAD, M. Sexo y temperamento en las sociedades primitivas. Barcelona: Editoral Laia, 1973.

ROUSSEAU, J-J. Emílio ou da educação. Tradução de Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992. SCHOLZ, R. O sexo do capitalismo: Teorias Feministas e Metamorfose Pós-Moderna do Patriarcado [Excertos], 2000. Disponível em: http://www.obeco-online.org/roswitha_scholz6.htm. Acesso em maio de 2017.

ROUSSEAU, J-J. “O valor é homem: teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre os sexos”. Novos Estudos. CEBRAP, São Paulo, n. 45, julho 1996.

FREUD, S. Um caso de histeria, Três ensaios sobre a teoria da sexualidade e outros trabalhos, ESB, vol. VII. Rio de Janeiro: Editora Imago, 1996.

FREUD, S. O mal-estar na civilização. Rio de Janeiro: Editora Imago, 1970. KURZ, R. “Dominação sem sujeito: sobre a superação de uma crítica social redutora”. Krisis, Berlim, n. 13, dezembro 1993. Disponível em h! p://www.obeco-online.org/rkurz86.htm. Acesso em maio de 2017.

FREUD, S. “A ruptura ontológica”. In: CEVASCO, M. E. e OHATA, M. (Org.). Um crítico na periferia do capitalismo. Refl exões sobre a obra de Roberto Schwarz. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

MARX, K. O capital. 6 volumes. São Paulo: Abril Cultural, 1983.

MEAD, M. Sexo y temperamento en las sociedades primitivas. Barcelona: Editoral Laia, 1973.

ROUSSEAU, J-J. Emílio ou da educação. Tradução de Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.

SCHOLZ, R. O sexo do capitalismo: Teorias Feministas e Metamorfose Pós-Moderna do Patriarcado [Excertos], 2000. Disponível em: http://www.obeco-online.org/roswitha_scholz6.htm. Acesso em maio de 2017.

SCHOLZ, R. “O valor é homem: teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre os sexos”. Novos Estudos. CEBRAP, São Paulo, n. 45, julho 1996.

SCHOLZ, R. “O tabu da abstracção no feminismo”. Exit! Crise e Crítica da Sociedade da Mercadoria, Berlim, n. 8, julho 2011. Disponível em h! p://www.obeco-online.org/roswitha_scholz15.htm. Aces so em maio de 2017.

SOHN-RETHEL, A. Intellectual and manual labour: a critique of epistemology. New Jersey: Humanities Press, 1978.

SUMMERS, L. Remarks at NBER Conference on diversifying the Science & engineering workforce, 2005. Disponível em: https://web.archive. org/web/20080130023006/http://www.president.harvard.edu/ speeches/2005/nber.html. Acesso em junho de 2017.

ZIZEK, S. “Como Marx inventou o sintoma?” In: ZIZEK, S. (Org.). Um mapa da Ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1998

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2017 Jéssica Cristina Luz Menegatti

Downloads

Não há dados estatísticos.