Cadernos Cemarx https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/cemarx <p><strong>Escopo</strong>: <strong>Cadernos Cemarx</strong> é uma publicação do Centro de Estudos Marxistas (Cemarx) e tem o objetivo de divulgar os resultados de trabalhos e pesquisas em andamento ou já concluídos, visando contribuir para a construção de uma base teórica e política crítica que dialogue com as diversas correntes do marxismo.<br /><strong>Qualis</strong>: B4<br /><strong>Área do conhecimento</strong>: Ciências Humanas<br /><strong>Ano de fundação</strong>: 2004<br /><strong>E-ISSN</strong>: 2318-065X<br /><strong>Título abreviado</strong>: Cad. Cemarx<br /><strong>E-mail</strong>: <a href="https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/cemarx/management/settings/context/mailto:%20cadernoscemarx@gmail.com" target="_blank" rel="noopener">cadernoscemarx@gmail.com</a><br /><strong>Unidade</strong>: IFCH<br /><strong>Prefixo DOI</strong>: 10.20396<br /><a title="CC" href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener"><img src="https://econtents.bc.unicamp.br/inpec//public/site/images/administrador/CC_80x155.png" /></a></p> Universidade Estadual de Campinas pt-BR Cadernos Cemarx 2318-065X <p>A <strong>Cadernos Cemarx</strong> utiliza a licença do <a title="Creative Cmmons" href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons (CC)</a>, preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto, em que:</p> <ul> <li class="show">A publicação se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores;</li> <li class="show">Os originais não serão devolvidos aos autores;</li> <li class="show">Os autores mantêm os direitos totais sobre seus trabalhos publicados na <strong>Cadernos Cemarx</strong>, ficando sua reimpressão total ou parcial, depósito ou republicação sujeita à indicação de primeira publicação na revista, por meio da licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0" target="_blank" rel="noopener">CC-BY</a>;</li> <li class="show">Deve ser consignada a fonte de publicação original;</li> <li class="show">As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.</li> </ul> Os movimentos autônomos europeus https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/cemarx/article/view/15881 <p>Há uma série de debates, produções acadêmicas e militante sobre movimentos, coletivos e correntes autonomistas e suas práticas na cena política. Os movimentos autonomistas ou autônomos despertam a curiosidade de cientistas sociais diante o seu espontaneísmo e formas horizontais de organização. Os pesquisadores que buscaram compreender os fenômenos das jornadas de junho de 2013 reconheceram as heranças do autonomismo nas organizações coletivas que movimentaram as ruas das capitais brasileiras naquele ano.&nbsp;As raízes desses movimentos constituem-se a partir de experiências passadas e ressignificadas no tempo, sejam elas, como a Comuna de Paris em 1871, os Sovietes na Revolução Russa em 1917, os conselhos operários na Alemanha (1918-1923), Maio de 1968 na França e o Outono Quente italiano em 1969. Da mesma forma, suas diferentes correntes que passam desde os <em>comunistas de conselho</em> de Otto Rühle, Hermann Gorter, Paul Mattick, Anton Pannekoek, os Situacionistas de Guy Debort, a crítica às formas estatal-burocráticas de <em>Socialismo ou Barbárie</em> e a experiência do operaísmo italiano, refletem quanto tão complexas são, seja em sua produção teórica, ou em suas formas organizacionais expressas em movimentos sociais e coletivos.&nbsp;Para uma compreensão do tema convidamos Sébastien Schifres, doutor em Ciências Políticas pela Universidade Paris 8 - Vincennes de 2008 a 2014, especialista em movimentos revolucionários, autor dos livros <em>Mouvement autonome en Italie et en France (1973-1984) </em>e <em>Movimiento Autónomo en France (1976-1984)</em> e assessor histórico do documentário <em>Lutter... Ici et Maintenant! </em>(Philippe Roizès, 2013).</p> Breno Augusto de Oliveira Santos Copyright (c) 2022 Breno Augusto de Oliveira Santos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-05-10 2022-05-10 16 e022002 e022002 10.20396/cemarx.v16i00.15881 Nova República e classes médias no discurso de Abraham Weintraub https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/cemarx/article/view/16063 <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">Tendo como ponto de partida pesquisas que caracterizam o governo de Bolsonaro como neofascista, o objetivo deste artigo é examinar a produção cultural e ideológica do movimento neofascista brasileiro a partir de um caso paradigmático: as ideias de Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, aluno de Olavo de Carvalho e importante quadro do bolsonarismo. A análise do material de observação, isto é, palestras promovidas em eventos conservadores e pronunciamentos oficiais e informais feitos por Weintraub, é realizada à luz de elementos da ideologia e do movimento fascista destacados pela literatura marxista – anticomunismo, crítica superficial ao capitalismo e à democracia burguesa, culto da violência, irracionalismo, nacionalismo autoritário e conservador e participação das classes médias na formação do movimento. A articulação desses elementos no discurso de Weintraub dão forma a uma espécie de “interpretação neofascista da Nova República”, na qual essa é concebida como um “mecanismo” montado para beneficiar e concentrar o poder político e econômico nas mãos da elite oligarca e comunista.</span></span></p> Arthur Salomão Copyright (c) 2022 Arthur Salomão https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-06-24 2022-06-24 16 e022003 e022003 10.20396/cemarx.v16i00.16063 Uma perspectiva genealógica sobre a problemática https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/cemarx/article/view/15896 <p>O texto que traduzimos reconstitui a trajetória da noção de problemática na filosofia francesa até a sua reelaborção conceitual proposta por Louis Althusser em Pour Marx. A noção de problemática se constitui primeiramente na obra de Martin Heidegger pela diferença que o autor propõe entre problema e questão. Esse debate em torno do que já era denominado de "problematik" chega à França ao fim dos de 1930 em conferência organizada pela <em>Société française de philosophie.</em> Em 1947, Jacques Martin dedica sua dissertação de mestrado ao conceito de problemática como um modo de ler Hegel por meio da obra de Marx. Mais tarde, Louis Althusser, que era amigo de Martin, incorpora retificadamente o conceito de problemática para operar e sustentar uma de suas teses mais famosas, a da existência do corte epistemológico (mudança de problemática) na obra de Karl Marx. No texto ora traduzido podemos acompanhar o percurso de mutação do conceito e as suas diferenças nas obras de Martin e Althusser.&nbsp;</p> Jean-Baptiste Vuillerod Copyright (c) 2022 Pedro Felipe Narciso https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2022-05-10 2022-05-10 16 e022001 e022001 10.20396/cemarx.v16i00.15896