Indústria 4.0: transformações espaciais no território

Autores

  • Anelise Peixoto dos Santos

Palavras-chave:

indústria 4.0, território, economia

Resumo

Há uma preocupação de estudiosos em compreender as transformações geográficas causadas pelo fenômeno da 4ª Revolução Industrial, especialmente sob a ótica da geografia da inovação e conhecimento. Revoluções industriais anteriores levaram à transformações econômicas, geográficas e à ascensão de novos líderes econômicos.  A terceira Revolução Industrial levou ao advento do Sunbelt, especialmente no Vale do Silício, e ao declínio do Rust Belt que até a metade do século XX concentrava grande parte da produção industrial.  A quarta Revolução Industrial em curso, já mostra mudanças territoriais na Europa, ao passo que o Sudeste do Reino Unido e a Bavaria na Alemanha mostram-se como novos centros de inovação.

Estudos sobre as transformações geográficas ocorridas a partir da 4ª Revolução Industrial apoiam-se na Geografia da Inovação, isto se dá pelo seu potencial de ruptura, trazendo profundas transformações de reestruturação tecnológica que acarretam em consequências espaciais. Trata-se de um processo de destruição criativa ocorrendo a um ritmo nunca experimentado. Analisar geograficamente os fenômenos inovativos é importante pois a concentração geográfica e espacial dos agentes econômicos, somados à proximidade geográfica podem gerar externalidades benéficas que estimulam ao processo de aprendizagem e inovação. Benefícios estes já estudados por Marshall no século XIX. 

Consideradas estas colocações, esta dissertação de mestrado ainda em andamento tem como objetivo compreender as transformações causadas pela 4ª Revolução Industrial no Brasil sob a perspectiva espacial. O estudo se apoia nas premissas da geografia da inovação, uma vez que estudos empíricos apontam a importância da proximidade geográfica para os estímulos à inovação nas empresas. A Geografia da Inovação segue como eixo fundamental para as bases deste estudo. Entende-se que com a análise geográfica articulada aos estudos sobre inovação, benefícios podem ser gerados a partir da proximidade geográfica e espacial dos agentes econômicos. Estes benefícios são transbordamentos sobre os processos de aprendizado interativo e da inovação. No século XIX, Alfred Marshall já mencionava a existência de benefícios oriundos das proximidades geográficas e interações entre os agentes. As organizações espaciais das fontes de inovação impactam os níveis das economias locais na escala de externalidade de aprendizagem e podem deste modo afetar os resultados dos níveis de inovação. Estudos representados pela geografia da inovação tem mostrado que há de fato efeitos de proximidade e transbordamentos de conhecimento a partir das aglomerações de inovação.

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Publicado

2021-11-17

Como Citar

PEIXOTO DOS SANTOS, A. . Indústria 4.0: transformações espaciais no território. Seminários do LEG, Limeira, SP, n. 12, 2021. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/leg/article/view/4370. Acesso em: 30 jan. 2023.

Edição

Seção

Resumos