Biovigilância em uma organização de procura de órgãos
Capa do Eixo 2 sobre Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação
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Palavras-chave

Doadroes de Órgãos
Transplantes
Infecção
Monitoramento epidemiológico

Categorias

Como Citar

ATHAYDE, Maria Valéria Omena; ZAMBELLI, Helder José Lessa; BONFIM, Klenio Oliveira; SARDINHA, Luiz Antônio Costa; SANTOS, Luciana Aparecida; BISPO, Paula Pereira; LAGE, Julieth Santana Silva. Biovigilância em uma organização de procura de órgãos. Congresso dos Profissionais das Universidades Estaduais de São Paulo, Campinas, SP, n. 2, p. e023036, 2023. DOI: 10.20396/conpuesp.2.2023.5172. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/conpuesp/article/view/5172. Acesso em: 20 maio. 2024.

Resumo

Introdução: Os Transplantes de órgãos constituem um dos avanços mais espetaculares da história da medicina. Uma realidade terapêutica que tem demonstrado eficácia nos estados terminais de doenças que afetam órgão sólido. Com o intuito de identificar infecções ativas no doador de órgãos após morte encefálica, foi estabelecido em uma Organização de Procura de Órgãos do estado de São Paulo a coleta de hemocultura e urocultura durante a avaliação do potencial doador. Objetivo: O objetivo deste estudo foi identificar os patógenos que causam infecção e que podem ser transmitidos para os receptores dos órgãos. Metodologia: Este estudo retrospectivo avaliou 431 casos de morte encefálica em 2022, os quais 135 foram  doadores de órgãos. Resultados: O tempo médio de internação dos potenciais doadores foi de 7 dias. Foi encontrado urocultura positiva em 16% dos doadores. Os patógenos encontrados na urocultura foram: Serratia marcescens, Staphylococcus saprophyticus, Staphylococcus species, Enterococcus faecalis, Escherichia coli, Candida tropicalis, Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter cloacae. Em relação às hemoculturas, 11% foram positivas. Os patógenos encontrados na hemocultura foram: Staphylococcus species, Staphylococcus epidermidis, Staphylococcus haemolyticus, Serratia marcescens, Streptococcus agalactiae, Corynebacterium, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Enterobacter aerogenes, Staphylococcus aureus, Streptococcus mitis. Conclusão: Desta forma é possível definir os patógenos que podem ser transmitidos do doador ao receptor, traçar estratégias para prevenir infecção no pós-transplante, bem como compreender os riscos de transmissão de infecção em receptores de órgãos de doadores falecidos.

https://doi.org/10.20396/conpuesp.2.2023.5172
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Referências

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Copyright (c) 2023 Maria Valéria Omena Athayde, Helder José Lessa Zambelli, Klenio Oliveira Bonfim, Luiz Antônio Costa Sardinha, Luciana Aparecida Santos, Paula Pereira Bispo, Julieth Santana Silva Lage (Autor)

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