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Fonoaudiologia bilíngue e saúde
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Palavras-chave

Surdo
Fonoaudiologia
Acessibilidade
Deficiente auditivo
Bilinguismo bimodal

Como Citar

SILVA, P. M. V. A. Fonoaudiologia bilíngue e saúde: bilinguismo para surdos e acessibilidade linguística. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 8.Eixo 3, p. e0220941, 2023. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/18173. Acesso em: 26 fev. 2024.

Resumo

Introdução/Objetivo: Muitos fonoaudiólogos reconhecem a dificuldade de um número expressivo de surdos em oralizar e, que vivemos em uma sociedade plural intensificada pelo fenômeno da globalização. Nesse sentido, torna-se importante sensibilizar os profissionais da área da saúde, especialmente fonoaudiólogos e médicos, sobre a importância da acessibilidade linguística, seja ela na modalidade visuoespacial, oral ou escrita. A Lei de Libras 10.436/2002 e a Lei Brasileira de Inclusão 13.146/2015, assegura aos surdos o direito ao uso da Língua Brasileira de Sinais como primeira língua, por isso, com objetivo de promover o diálogo entre fonoaudiologia, medicina e comunidade surda, foi proposto o colóquio Fonoaudiologia Bilíngue e Saúde, onde se discutiu acessibilidade linguística (LIBRAS, oralidade e escrita). Metodologia: Para realizar o colóquio foi necessário acionar o suporte audiovisual da FCM (transmissão YouTube) e a Central TILS para acessibilidade do evento em LIBRAS. Os assuntos foram divididos em quatro mesas que abordaram o trabalho fonoaudiológico na área da surdez, o lugar do discurso médico sobre a surdez na atualidade, a acessibilidade linguística comprometida pela COVID 19 e os lugares de representatividade ocupados pelos surdos. Todas as mesas tiveram em sua composição profissionais surdos e ouvintes que representavam instituições públicas e privadas e associação de surdos. Resultados: A repercussão e benefícios dessa iniciativa abrangeu não somente a fonoaudiologia, mas também os usuários surdos, seus familiares e profissionais da área da educação que acompanham esses usuários. As professoras surdas do CEPRE contribuíram com reflexões sobre o dia a dia do trabalho institucional e acadêmico que desenvolvem junto à fonoaudiologia e à linguística, apresentando atividades de reescrita para o processo de ensino/aprendizagem do português escrito, com a finalidade de mostrar os diversos recursos semióticos envolvidos nessa prática. E também os alunos do curso de graduação em fonoaudiologia, que se envolveram com a organização do evento e tiveram a oportunidade de assistir o diálogo de profissionais surdos e ouvintes de grande representatividade tanto na área acadêmica quanto na comunidade surda. Conclusão: Aproximadamente 5% de pessoas têm deficiência auditiva no mundo e se prevê que em 2050, chegue em torno de 900 milhões. Portanto, é necessário atenção para essa população. Considerando que os profissionais de saúde têm a responsabilidade do diagnóstico e encaminhamentos e, desenvolver formas adequadas de interação com o mundo social, é necessário discutir, condutas efetivas para as tomadas de decisão que compreendam as pessoas e suas formas de ser no cotidiano. Ademais, adotar medidas que fortaleçam políticas públicas e garantam o acesso aos direitos de todos os cidadãos.

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Referências

FERREIRA, Josiane Batista; VIANNA, Núbia Garcia; LIMA, Maria Cecília Marconi Pinheiro. Clínica da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em crianças e adolescentes de um serviço público de reabilitação auditiva. Revista CEFAC, v. 24, 2022.

MOURA, Maria Cecília de et al. Fonoaudiologia, língua de sinais e bilinguismo para surdos. In: CoDAS. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2021.

SILVA, Priscila Mara Ventura Amorim. Sujeito surdo ou deficiente auditivo: o que determina a opção do fonoaudiólogo? 2001. Dissertação (Mestrado em Fonoaudiologia) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2001.

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