Terapia intravenosa prolongada
Capa créditos: Gildenir C. Santos (Canva)
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Palavras-chave

Osteomielite
Enfermagem em ortopedia e traumatologia
Dispositivos de Acesso vascular

Como Citar

1.
Pavan RBB, Vieira APG, Freire RV da S, Vasconcelos MH de, Benedicto ME, Razente EA, Alves DF dos S. Terapia intravenosa prolongada: experiência com o uso do cateter central de inserção periférica em pacientes com infecções ósseas e complicações cirúrgicas. CCFEU [Internet]. 30º de novembro de 2022 [citado 5º de dezembro de 2023];(2):e20224765. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/ccfenf/article/view/4765

Resumo

Introdução: A osteomielite e outras complicações infecciosas da estrutura óssea exigem uso prolongado de antimicrobianos, o que requer a implantação de um dispositivo intravenoso que atenda ao período de tratamento proposto de forma segura. Objetivo: Descrever o uso do cateter venoso central de inserção periférica (PICC) para terapia intravenosa prolongada em pacientes com infecções ósseas. Método: Estudo observacional, descritivo, conduzido em um hospital de ensino, de atendimento quaternário no interior do Estado de São Paulo. Os dados foram coletados na enfermaria de ortopedia de pacientes com idade superior a 18 anos internados na enfermaria para tratamento de osteomielites ou infecções osteomusculares relacionadas a procedimentos cirúrgicos. Foram incluídos pacientes que utilizaram o PICC para terapia intravenosa prolongada (> 4 semanas). Resultados: No período de 01 de setembro de 2021 a 31 de agosto de 2022, foram inseridos 34 cateteres, sendo a maioria do sexo masculino (n= 14, 41,2%), na faixa etária dos 31 aos 60 anos (n=20,58,8%). A principal indicação do cateter foi para administração de antimicrobianos (n=29, 85,3%), falência da rede venosa periférica superficial (n=3, 8,8%) e administração de nutrição parenteral (n=2, 5,9%). Os PICCS foram inseridos em sua maioria na veia basílica a direita (n= 24, 70,6%) e na veia basílica a esquerda (n=10, 29,4%), com calibre 4Fr monolúmen (n= 23, 67,6%). O uso do ultrassom para punção venosa assistida e a técnica de Seldinger modificada foi realizada em todos procedimentos (n=34, 100%), com taxa de sucesso de 76,5% na primeira punção (n=26), 11,8% para duas (n=4) e três ou mais (n=4) tentativas de punção, alcançando 100% de sucesso independente do número de tentativas. Conclusão: A utilização do cateter, implantado com o uso do ultrassom e da técnica de Seldinger modificada, contribuem para a utilização deste dispositivo em pacientes com infecções ósseas e outras complicações cirúrgicas osteomusculares.

https://doi.org/10.20396/ccfenf220224765
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Copyright (c) 2022 Renata Bigatti Bellizzotti Pavan, Ana Paula Gadanhoto Vieira, Rackel Veloso da Silva Freire, Marcos Henrique de Vasconcelos, Maria Elizabete Benedicto, Edelmo Augusto Razente, Daniela Fernanda dos Santos Alves

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