Carga de trabalho da enfermagem em unidades de internação de câncer ginecológico e mamário

Autores

  • Gabriela Alves Godoy Universidade Estadual de Campinas
  • Lorrayne Karolina de Almeida Universidade Estadual de Campinas
  • Talita Balaminut Universidade Estadual de Campinas https://orcid.org/0000-0002-9746-3102

DOI:

https://doi.org/10.20396/ccfenf220224742

Palavras-chave:

Carga de trabalho, Enfermagem oncológica, Cuidados de enfermagem

Resumo

Introdução: Os profissionais de enfermagem atuantes nas unidades oncológicas podem ter uma maior sobrecarga de trabalho principalmente pela abrangência dos cuidados clínicos e psicossociais à esta população, tratamentos oncológicos agressivos e maior complexidade de cuidados. Objetivo: analisar a carga de trabalho da equipe de enfermagem nas unidades de internação oncológicas de um hospital da mulher, aplicando o Nursing Activities Score (NAS) adaptado para pacientes oncológicos. Método: estudo analítico, longitudinal, quantitativo, realizado nas unidades de internação oncológica clínica e cirúrgica, utilizando o instrumento NAS adaptado para pacientes oncológicos. Participaram 231 mulheres com câncer ginecológico e/ou mamário, com idade maior ou igual a 18 anos e pelo menos 24 horas de internação. Obteve-se a carga de trabalho pela somatória dos pontos NAS de cada participante e pontuação média diária durante a coleta. Aprovado pelo Comitê de Ética, sob CAAE: 49160821.3.0000.5404, parecer n°4.910.826. Resultados: a pontuação média NAS foi de 29,26%, o que equivale a uma média de 7,02 horas de cuidados de enfermagem nas 24 horas para cada mulher. Os itens com maior pontuação média foram: monitorização e controles; procedimentos de higiene; tarefas administrativas e gerenciais; e medicação. Mulheres com câncer ginecológico, em tratamento clínico, que tinham metástase e que tiveram mais do que uma internação durante coleta, apresentaram maiores pontuações do NAS. A duração da internação e o escore de desempenho de Karnofsky também apresentaram relação com a pontuação média NAS. Conclusão: Evidenciou uma média de 7,02 horas de cuidados de enfermagem, o que se encaixa na complexidade de pacientes em cuidados de alta dependência (até 10 horas de cuidados). Ao identificar a carga de trabalho e seus fatores associados, é possível aplicar estratégias gerenciais e assistenciais para garantir um ambiente de trabalho favorável e melhor qualidade da assistência à mulher.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gabriela Alves Godoy, Universidade Estadual de Campinas

Graduanda em Enfermagem na Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas.

Lorrayne Karolina de Almeida, Universidade Estadual de Campinas

Graduanda em Enfermagem na Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas.

Talita Balaminut, Universidade Estadual de Campinas

Professora Doutora da Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas. Doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo.

Downloads

Publicado

2022-11-30

Como Citar

1.
Godoy GA, Almeida LK de, Balaminut T. Carga de trabalho da enfermagem em unidades de internação de câncer ginecológico e mamário. CCFEU [Internet]. 30º de novembro de 2022 [citado 1º de fevereiro de 2023];(2):e20224742. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/eventos/index.php/ccfenf/article/view/4742

Edição

Seção

Processo de Cuidar em Saúde e Enfermagem da Mulher, Criança e Adolescente