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Experiência de cuidados e humanização em uti neonatal - grupo de pais enlutados
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Palavras-chave

Paliativos. UTI neonatal. Humanização

Como Citar

SALCEDO, E. A. D. C.; FRESTON, Y. M. B.; SOUZA, J. D. L. E.; COSTA, S. M.; DUARTE, C. M.; BATISTA, P. M.; PETRECA, P.; CAMY, L. F.; CARVALHO, F. L. Experiência de cuidados e humanização em uti neonatal - grupo de pais enlutados. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 2, p. 271–271, 2016. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/8721. Acesso em: 24 fev. 2024.

Resumo

No cotidiano de uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI) as famílias e a equipe multiprofissional se deparam freqüentemente com vivências referentes ao adoecimento e a morte, e nesse contexto precisam de espaços para externalizar e elaborar os medos, as angústias e os conflitos desencadeados pela morte do bebê. A equipe multiprofissional da UTI do CAISM, através de discussões tem sistematizado ações visando trabalhar os aspectos da terminalidade e do luto e tornar a assistência mais humanizada. O objetivo deste trabalho é descrever a experiência com os pais que vivenciaram a perda de seus bebês nesta Unidade. O grupo com pais enlutados foi implantado em 2003 e para esse encontro são agendadas 06 famílias com retorno em 03 meses após o óbito, sendo estas relembradas através de contato telefônico pelo Serviço Social. Anteriormente ao grupo os casos são discutidos pela equipe com os prontuários e são elaborados resumos dos atendimentos para subsidiar essa abordagem na qual os familiares recebem esclarecimentos sobre o óbito, além do suporte emocional para lidar com as angústias referentes ao processo de enlutamento. O grupo de pais enlutados se reúne desde 2003 e até o momento foram atendidas 230 famílias, sendo que 94 compareceram para o grupo, o que corresponde a aproximadamente 41% dos retornos. Essa intervenção possibilita um espaço de escuta para a família poder reconhecer e nomear os sentimentos presentes, reviver os acontecimentos com a continência do grupo o que favorece detectar fatores de risco e lidar com o luto, permitindo a reorganização emocional para a retomada da vida cotidiana. Essa abordagem propicia ainda a reflexão sobre os cuidados prestados, o que permite a reavaliação constante da assistência com a sensibilização da equipe.
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Copyright (c) 2016 Elaine Aparecida De Carvalho Salcedo, Yolanda Maria Braga Freston, Jussara De Lima E Souza, S. M. Costa, C. M. Duarte, P. M. Batista, P. Petreca, L. F. Camy, F. L. Carvalho

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