Transmissão oral de doença de chagas aguda experimental por polpa de açaí contaminada com t.cruzi da cepa y

Autores

  • Viviane Lotti Dias Universidade Estadual de Campinas
  • R. L. Barbosa Universidade Estadual de Campinas
  • Andrea Ruiz Salgado Universidade Estadual de Campinas
  • Ana Paula Gimenes Universidade Estadual de Campinas
  • Marcus Alexandre Finzi Corat Universidade Estadual de Campinas
  • K. S. Pereira Universidade Estadual de Campinas
  • Flavio Luiz Schmidt Universidade Estadual de Campinas
  • Regina MauraBueno Franco Universidade Estadual de Campinas
  • A. M. A. Guaraldo Universidade Estadual de Campinas
  • Luiz Augusto Correa Passos Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/sinteses.v0i2.8599

Palavras-chave:

Açaí. T.Cruzi. Transmissão oral.

Resumo

A Doença de Chagas está entre as principais infecções parasitárias do Continente Americano e devido ao seu alto impacto sócio-econômico, compromete a qualidade de vida das populações. Dentre as vias de transmissão, a oral tem se destacado, contribuindo para o surgimento de novos casos (DIAS et al, 2003), especialmente na região Norte do Brasil, onde se observam surtos de Doença de Chagas Aguda decorrentes da ingestão de polpa de açaí, um produto largamente consumido como suplemento alimentar. Vários tipos de alimentos contendo formas tripomastigotas do T. cruzi podem provocar a doença (CALVO-MÉNDEZ et al, 2002; CAMANDAROBA, et al, 2002). Entretanto, a possibilidade de transmissão do protozoário por polpa de açaí ainda não está cientificamente estabelecida. Para testar esta hipótese, a polpa foi misturada, na proporção 1:4 (polpa+plasma), com plasma contendo 1x105 formas de parasitos da cepa Y, obtidos de camundongos CBA/Uni. A mistura foi mantida em temperatura ambiente por 1, 3, 4, 5, 6, 7 e 24 horas e em seguida, 0,1 ?L foi inoculado em camundongos da linhagem imunodeficiente CB 17/scid pelas vias intraperitonial, gavagem e oral, divididos nos grupos: controle negativo (polpa pura oral); controles positivos (plasma pelas 3 vias) e testes (eluato da mistura pelas 3 vias). Durante 40 dias os animais foram observados. Não houve morte no controle negativo e a mortalidade dos controles positivos e testes ocorreu entre o 14o e 24o dpi, demonstrando que a polpa de açaí não interfere na capacidade do T. cruzi causar a doença, podendo permanecer vivo nela por pelo menos 24 horas.

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Biografia do Autor

Viviane Lotti Dias, Universidade Estadual de Campinas

CEMIB/ UNICAMP

R. L. Barbosa, Universidade Estadual de Campinas

CEMIB/ UNICAMP

Andrea Ruiz Salgado, Universidade Estadual de Campinas

CEMIB/ UNICAMP

Ana Paula Gimenes, Universidade Estadual de Campinas

CEMIB/ UNICAMP

Marcus Alexandre Finzi Corat, Universidade Estadual de Campinas

CEMIB/ UNICAMP

K. S. Pereira, Universidade Estadual de Campinas

CEMIB/ UNICAMP

Flavio Luiz Schmidt, Universidade Estadual de Campinas

CEMIB/ UNICAMP

Regina MauraBueno Franco, Universidade Estadual de Campinas

CEMIB/ UNICAMP

A. M. A. Guaraldo, Universidade Estadual de Campinas

CEMIB/ UNICAMP

Luiz Augusto Correa Passos, Universidade Estadual de Campinas

CEMIB/ UNICAMP

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Publicado

2016-09-12

Como Citar

DIAS, V. L.; BARBOSA, R. L.; SALGADO, A. R.; GIMENES, A. P.; CORAT, M. A. F.; PEREIRA, K. S.; SCHMIDT, F. L.; FRANCO, R. M.; GUARALDO, A. M. A.; PASSOS, L. A. C. Transmissão oral de doença de chagas aguda experimental por polpa de açaí contaminada com t.cruzi da cepa y. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 2, p. 221–221, 2016. DOI: 10.20396/sinteses.v0i2.8599. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/8599. Acesso em: 26 set. 2022.

Edição

Seção

Eixo 2 - Desenvolvimento de Ensino, Pesquisa e Extensão

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