Maior comprimento de sonda nasogástrica não garante localização adequada

relato de experiência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/sinteses.v0i6.8514

Resumo

Inserir no paciente o comprimento da sonda nasogástrica (SNG) para alimentação no local correto é um pré-requisito para confirmar com segurança sua posição no estômago(1). Relato de caso evidencia que o maior comprimento pode fazer com que a SNG enrole no estômago do paciente com riscos ao paciente (2). Trata-se de relato de experiência de um estudo que ocorreu em Hospital Universitário em 2014 e 2015 para validar um método seguro para introdução de SNG em adultos. Realizou estudo clínico randomizado, duplo cego, três braços. Três comprimentos diferentes de SNG foram introduzidos: NEX (nariz- lóbulo da orelha – apêndice xifóide); EXU (lóbulo da orelha- apêndice xifoide- umbigo); NEX+XU (NEX- apêndice xifóide- umbigo) em 240 pacientes e avaliado seu posicionamento no estômago por exame radiológico. Foi identificado pelas imagens destes exames que o método com maior comprimento teve sua extensão virada dentro do estômago e sua ponta distal alocada em locais de risco para deslocamento e pneumonia aspirativa: 1 no esôfago, 3 na cárdia e 4 no fundo do estômago. A literatura corrobora com estes dados ao relatar experiências onde a introdução de um maior comprimento de sonda fez com que ela não progredisse para o local esperado, o que foi desencadeado pelo seu enrolamento na região gástrica, o retorno da sua ponta distal para as regiões de risco, e a formação de nós (3,4,5). O estudo evidenciou que o método para introdução de SNG com maior comprimento não garante o posicionamento mais seguro no estômago.

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Biografia do Autor

Eliete Boaventura Bargas Zeferino, Universidade Estadual de Campinas

Assistente Técnica de Direção do Departamento de Enfermagem do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas.

Sandra Cristina Veiga de Oliveira Santos, Universidade Estadual de Campinas

Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Estadual de Campinas. Docente em Enfermagem pela Faculdade de Enfermagem da UNICAMP.

Maria Isabel Pedreira Freitas, Universidade Estadual de Campinas

Doutorado em Enfermagem pela Universidade de São Paulo. Professora Associada da Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas.

Nelson Marcio Gomes Caserta, Universidade Estadual de Campinas

Professor Associado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas.

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Publicado

2016-10-27

Como Citar

ZEFERINO, E. B. B.; SANTOS, S. C. V. de O.; FREITAS, M. I. P.; CASERTA, N. M. G. Maior comprimento de sonda nasogástrica não garante localização adequada: relato de experiência. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 6, p. 61–61, 2016. DOI: 10.20396/sinteses.v0i6.8514. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/8514. Acesso em: 26 set. 2022.

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