Evolução dos anticorpos anti-hla no transplante renal de pacientes sensibilizados ao doador

Autores

  • Sofia Rocha Lieber Universidade Estadual de Campinas
  • Silvia do Carmo Trevine Universidade Estadual de Campinas
  • Ana Claudia Gonçalez Universidade Estadual de Campinas
  • Silvia Barbosa Dutra Marques Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/sinteses.v0i6.8463

Palavras-chave:

Transplante renal. Anti-hla doador-específico. Persistência.

Resumo

Foi objetivo avaliar a variação da reatividade do soro contra painel de antígenos HLA (%RCP) e a persistência de anticorpos doador-específicos (ADE), em 21 pacientes pré-sensibilizados e submetidos ao transplante renal. O tempo de seguimento pós-transplante variou de 5 dias a 6 anos, sendo que, em 76,2% dos casos, ele foi menor que 12 meses. Três pacientes receberam o enxerto proveniente de doador aparentado e os demais, de doador falecido. Todos apresentavam prova cruzada negativa e algum grau de RCP, incluindo anticorpos contra antígenos do doador na avaliação pré-transplante. Os anticorpos foram investigados empregando-se a tecnologia Mutiplex Luminex® com kits LABScreen Single Antigen e PRA, expressos em MFI (mediana da intensidade de fluorescência) e analisados no programa computacional EpVix. A persistência de anticorpos ADE ocorreu em 8 (66,7%) casos com anti-HLA classe I, com diminuição da MFI em até 35%, em 4 deles. A RCP ficou inalterada ou com discreto aumento (≤13 pontos percentuais). Em outros dois casos, novos tipos foram desenvolvidos e a RCP aumentou em até 20 pontos percentuais. Para os anticorpos contra antígenos classe II, houve a persistência de todos, com aumento no valor da MFI. Em um caso, ainda houve o desenvolvimento de nova especificidade HLA-DR. A RCP aumentou em apenas um caso, apesar de não ter gerado novos anticorpos para os antígenos do doador. Em conclusão, os dados sugerem que, anticorpos contra antígenos HLA classe II são mais difíceis de serem controlados, no pós-transplante renal, quando comparados com os dirigidos para HLA classe I.

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Biografia do Autor

Sofia Rocha Lieber, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em Bacharel em Ciências Biológica Modalidade Médica, pela Universidade de Mogi das Cruzes (1978), mestrado em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal de São Paulo (1982) e doutorado em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal de São Paulo (1990). Professora Titular das disciplinas de Microbiologia e Imunologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie (1986-2008). Atualmente é biomédico da Universidade Estadual de Campinas, atuando no Laboratório de Histocompatibilidade do Hemocentro de Campinas (1988-presente).

Silvia do Carmo Trevine, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em Biomedicina pela Faculdade Metropolitana de Campinas (2014).

Ana Claudia Gonçalez, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em Farmácia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2000) e especialização em Pós Graduação Latu Senso em Hemoterapia pela Universidade Estadual de Campinas (2002) . Atualmente é Biologista da Universidade Estadual de Campinas.

Silvia Barbosa Dutra Marques, Universidade Estadual de Campinas

Possui graduação em Ciencias Biológicas Modalidade Médica pela Universidade Metodista de Piracicaba (1983) e Mestrado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Estadual de Campinas (1999). Atualmente é supervisora de seção de histocompatibilidade da Universidade Estadual de Campinas. Tem experiência na área de Imunologia, com ênfase em Histocompatibilidade, atuando principalmente nos seguintes temas: HLA, HLA-A, HLA-B, herpesviridae e HLA-DRB1.

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Publicado

2016-10-27

Como Citar

LIEBER, S. R.; TREVINE, S. do C.; GONÇALEZ, A. C.; MARQUES, S. B. D. Evolução dos anticorpos anti-hla no transplante renal de pacientes sensibilizados ao doador. Sínteses: Revista Eletrônica do SimTec, Campinas, SP, n. 6, p. 247–247, 2016. DOI: 10.20396/sinteses.v0i6.8463. Disponível em: https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/simtec/article/view/8463. Acesso em: 26 set. 2022.

Edição

Seção

Eixo 3 - Desenvolvimento Humano, Saúde, Sustentabilidade e Qualidade de Vida

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